A manopla por fim está completa. O propósito de ser a base de sustentação para as seis versões das joias de poder dentro do universo desta reportagem sendo cumprido com louvores. Foi uma longa jornada, cheia de grandes momentos, aventuras, reviravoltas e incríveis histórias (ao menos na opinião tendenciosa desta escritora), mas por fim acabou. O objetivo foi cumprido, agora só falta uma coisa, o gesto definitivo: o estalar de dedos.

Em Guerra Infinita, o objetivo de Thanos era acabar com metade da vida do universo e, com toda a certeza, esse está longe de ser a proposta desta reportagem. O “blip” aqui pretendido não vai ser tão deprimente ou mesmo tão catastrófico, mas com toda certeza terá seu impacto.

Talvez nem todos os leitores consigam, com toda a complexidade desse pensamento, ver o UCM, ou qualquer outro blockbuster, como mais do que apenas entretenimento. Da mesma forma, outros realmente estão pensando nisso agora ou mesmo lembrando das próprias experiências que tornam este texto tão facilmente assimilável para eles.

Filmes podem sim ser consumidos por diversão (inclusive são ótimos para distrair, acalmar e fazer rir), mas não é por isso que tem de ser relegados a apenas isso. Não é porque uma linha de pensamento foi baseada neles, que ela tem que ser excluída ou diminuída, não quando pode se desenvolver em algo incrível se essa oportunidade lhe for conferida.

Em mais de um momento, esse trabalho foi desencorajado, direta ou indiretamente. Já me disseram que, por estar em nível universitário, devia abandonar a ficção e me prender a “temas mais sérios” ou jamais seria “levada a sério”. Tive outros trabalhos recebendo essa mesma crítica. No entanto, acredito, e através desta reportagem e das histórias e fatos transmitidos nela quis provar esse ponto de vista, que a ficção tem um impacto imenso e o poder de trazer à tona o interesse das pessoas para temas diversos.

Qualquer tema, independente do peso, da seriedade, da complexidade ou da história por trás, pode ser abordado através da ficção, seja para ensino, para provocar empatia ou mudar um pensamento. Exemplos jamais falharam em dar sustentação a uma discussão, e isso só aumenta quando o dito é algo familiar ao imaginário do público.

Usar a Marvel para tratar o impacto da ficção no mundo pareceu-me algo natural. Faz parte da minha história, sou um exemplo vivo desse potencial, além de ser algo tão gigantesco quanto é, com tantas minucias quanto tem e com o tamanho público que reuniu. Para mim, sempre foi algo gigantesco, mas ao longo de toda a pesquisa tingiu outros patamares e verdades.

É com isso em mente que posso, com toda a certeza, dizer que estalo os dedos agora não para tirar algo do mundo, mas para colocar algo novo. E, com a máxima esperança, gerar alguma, qualquer que seja, mudança em alguém e, consequentemente, no mundo.

Agora é sua vez de estalar os dedos. `Preencha o formulário abaixo, conte sua própria jornada no UCM e acrescente um novo capítulo a essa história.