Por último, mas não menos importante, há a última pedra a ser revelada na linha cronológica do UCM: a joia da Alma. Em seus poucos minutos de tela, a gema laranja foi o centro de duas das cenas mais dramáticas e revoltantes. Escondida em um planeta inóspito, guardada por um personagem que, até “Vingadores: Guerra Infinita” (“Avengers: Infinity War”, 2018), muitos acreditavam ter morrido em “Capitão América: o Primeiro Vingador” (“Capitain America: The First Avenger”, 2011) e preservada pela necessidade de um sacrifício que ceifou a vida de Gamora e de Natasha Romanoff.

Morte de Gamora (“Vingadores: Guerra Infinita”, 2018)

Reprodução de: Reddit

Morte de Natasha Romanoff (“Vingadores: Ultimato”, 2019)

Reprodução de: E-Pipoca

Parafraseando o Caveira Vermelha, “a alma tem um lugar especial em meio às joias do infinito, pode-se dizer que tem uma certa intuição. […] Para garantir que quem a possua entenda seu poder, a joia exige um sacrifício[…]”. No contexto desta reportagem, a alma será entendida como, por falta de palavra melhor, motivação. É nessa parte que se enquadram as pessoas que, ao menos uma vez, se viram mudando suas trajetórias de vida ou mesmo encontrando um caminho onde nunca haviam visto um graças a uma cena, um personagem ou produção do Estúdio Marvel.

Assim, a alma tem um lugar especial aqui também. Depois de ensinamento (realidade) e inspiração (mente), o terceiro tópico é aquele que reflete não apenas a interferência, mas as mudanças a nível individual. O tipo de mudança que pode ou não estar associado a algum sacrifício ou perda, mas que sempre é acompanhado pela coragem.

Seja escolhendo um curso de graduação ou pós-graduação, começando uma empresa ou dando a uma mãe um exemplo para seu filho, o universo da Marvel tem um grande potencial de mudar vidas. Se o impossível pode refletir o possível e provocar pensamentos com a capacidade de aprimorar o real, porque não pensar, então, que poderia oferecer novas perspectivas e até uma nova janela onde o multiverso fechou uma porta?

Ronaldo Vasques que o diga. O técnico de informática formado em análise de sistemas não se via como empreendedor, principalmente não na área de criar armaduras hiper-realistas para cosplay, mas Tony Stark (o Homem de Ferro) jogou pedrinhas em suas janelas, um chamado impossível de se ignorar. Essa foi a motivação necessária para a criação da RJV Cosmaker.

Claro que a história não é assim tão curta. De fato, até dez anos atrás a empresa especializada na criação de trajes vivos, com um carinho especial pelo homem de lata da Marvel não existia nem nos sonhos mais loucos de seu fundador e mesmo a mudança para o que se tornou hoje não pode ser descrita como proposital.  “Teve uma festa a fantasia e eu resolvi fazer um traje do Homem de Ferro, algo na época muito raro e difícil de fabricar”, lembra ele..

Algumas imagens do processo de criação da armadura que foi o primeiro passo na criação da RJV Cosmaker

Nosso personagem resolveu construir sua própria armadura. Sem se deixar abater pelas limitações tecnológicas do início da década de 2010, ele seguiu sua vontade e fez sucesso. Além de ganhar o concurso de fantasia, a posterior venda do traje na internet lhe rendeu uma nova noção do que podia alcançar com isso e – alerta de spoiler – era muito mais do que apenas um troféu de primeiro lugar, “vendeu muito rápido e as pessoas quiseram outros e vi ali uma oportunidade para fazer um extra”.

Apesar de ter começado como um trabalho a parte de sua vida real, o empreendimento a criatividade, o interesse e a inspiração jamais foram sido limitados. Desde o primeiro momento, Ronaldo foi investindo em outros personagens e produções, “vendo muitos trajes com cada vez mais variedade, mas nossa especialidade segue sendo o traje do Homem de Ferro”, conta.

Hoje, o que começou como uma brincadeira é sua profissão e principal fonte de renda. Tornar a ficção algo palpável é o que faz no seu dia-a-dia e o levou a se aperfeiçoar, “através dos anos nós fomos nos especializando, fazendo cursos. Aprendi a fazer pinturas, a trabalhar em diversos materiais”.

Isso não apenas mudou sua vida, mas tem um grande impacto sobre muitas outras pessoas. Suas armaduras, peças e fantasias são usadas por muitos grupos sociais que visitam, entre outras pessoas, idades e situações, crianças hospitalizadas, levando esperança e animo para quem mais precisa. Nas palavras de Ronaldo “é uma forma de elas [as crianças], se inspirarem um pouco com um herói favorito”.

O empresário sabe por experiência própria que os personagens podem terminar sendo muito mais do que um passatempo passageiro. Em alguns casos, principalmente para vulneráveis, os heróis podem virar “muito mais do que desenho e entretenimento, há um amor muito profundo”.

A empresa cresceu, evoluiu e se expandiu para contemplar outros universos fictícios e outros personagens. Assim, Ronaldo e sua equipe transformam a fantasia em realidade para centenas de fãs, além de para as muitas crianças, jovens e adultos, que recebem as ilustres visitas de seus heróis favoritos nos melhores e nos piores momento, criando um ciclo de inspiração e motivação.

O UCM, em especial o personagem Tony Stark, foi mais do que apenas centelha que deu início a sua empresa, nas palavras do empresário “Tony Stark com certeza é nossa inspiração”. A própria história de superação que levou Robert Downey do fundo do poço de Hollywood para o papel de Homem de Ferro, para o início da fase dourada dos estúdios Marvel e para a melhor momento da vida do ator, também é algo com o que Ronaldo aprendeu e fonte de motivação diária.

 “O ator que interpreta o Homem de Ferro tem uma história de vida muito marcante. Ele passou por momentos difíceis […] chegou no fundo do buraco e, a dez anos atrás, ele iniciou o UCM [….] e dali teve uma grande revolução na vida dele. […] Ele próprio mudou sua vida”

                                                   Ronaldo Vasques

Outro herói que ganhou seu respeito, assim como de muitos outros fãs ao redor do mundo, foi Chadwick Boseman. O ator sabia bem o impacto que seu personagem, um homem negro, rei do país mais rico e próspero do mundo (no UCM ao menos) e um super-herói que sempre escolheu fazer o certo e o justo, mesmo quando parecia uma escolha impossível, teria sobre as crianças e adolescentes negros. Foi uma grande perda, “o ator lamentavelmente partiu antes da hora. Ele era uma inspiração para os afrodescentes e continua sendo”

Mesmo doente, com dores e ciente de que precisava iniciar o tratamento ou poderia ser tarde demais, ele deu continuidade às gravações sem jamais reclamar ou mesmo dar sinais da doença. Sua morte foi um choque para muitas pessoas, independentemente da cor da pele ou do local de origem ou mesmo de ser ou não fã da Marvel. O ator faz falta no mundo real e no ficcional e será, para muitos (inclusive para essa que escreve), o eterno e perfeito Pantera Negra.

Ronaldo Vasques que o diga. O técnico de informática formado em análise de sistemas não se via como empreendedor, principalmente não na área de criar armaduras hiper-realistas para cosplay, mas Tony Stark (o Homem de Ferro) jogou pedrinhas em suas janelas, um chamado impossível de se ignorar. Essa foi a motivação necessária para a criação da RJV Cosmaker.

Claro que a história não é assim tão curta. De fato, até dez anos atrás a empresa especializada na criação de trajes vivos, com um carinho especial pelo homem de lata da Marvel não existia nem nos sonhos mais loucos de seu fundador e mesmo a mudança para o que se tornou hoje não pode ser descrita como proposital.  “Teve uma festa a fantasia e eu resolvi fazer um traje do Homem de Ferro, algo na época muito raro e difícil de fabricar”, lembra ele..

Algumas imagens do processo de criação da armadura que foi o primeiro passo na criação da RJV Cosmaker

Nosso personagem resolveu construir sua própria armadura. Sem se deixar abater pelas limitações tecnológicas do início da década de 2010, ele seguiu sua vontade e fez sucesso. Além de ganhar o concurso de fantasia, a posterior venda do traje na internet lhe rendeu uma nova noção do que podia alcançar com isso e – alerta de spoiler – era muito mais do que apenas um troféu de primeiro lugar, “vendeu muito rápido e as pessoas quiseram outros e vi ali uma oportunidade para fazer um extra”.

Apesar de ter começado como um trabalho a parte de sua vida real, o empreendimento a criatividade, o interesse e a inspiração jamais foram sido limitados. Desde o primeiro momento, Ronaldo foi investindo em outros personagens e produções, “vendo muitos trajes com cada vez mais variedade, mas nossa especialidade segue sendo o traje do Homem de Ferro”, conta.

Hoje, o que começou como uma brincadeira é sua profissão e principal fonte de renda. Tornar a ficção algo palpável é o que faz no seu dia-a-dia e o levou a se aperfeiçoar, “através dos anos nós fomos nos especializando, fazendo cursos. Aprendi a fazer pinturas, a trabalhar em diversos materiais”.

Isso não apenas mudou sua vida, mas tem um grande impacto sobre muitas outras pessoas. Suas armaduras, peças e fantasias são usadas por muitos grupos sociais que visitam, entre outras pessoas, idades e situações, crianças hospitalizadas, levando esperança e animo para quem mais precisa. Nas palavras de Ronaldo “é uma forma de elas [as crianças], se inspirarem um pouco com um herói favorito”.

O empresário sabe por experiência própria que os personagens podem terminar sendo muito mais do que um passatempo passageiro. Em alguns casos, principalmente para vulneráveis, os heróis podem virar “muito mais do que desenho e entretenimento, há um amor muito profundo”.

A empresa cresceu, evoluiu e se expandiu para contemplar outros universos fictícios e outros personagens. Assim, Ronaldo e sua equipe transformam a fantasia em realidade para centenas de fãs, além de para as muitas crianças, jovens e adultos, que recebem as ilustres visitas de seus heróis favoritos nos melhores e nos piores momento, criando um ciclo de inspiração e motivação.

 “O ator que interpreta o Homem de Ferro tem uma história de vida muito marcante. Ele passou por momentos difíceis […] chegou no fundo do buraco e, a dez anos atrás, ele iniciou o UCM [….] e dali teve uma grande revolução na vida dele. […] Ele próprio mudou sua vida”

                                                   Ronaldo Vasques

O UCM, em especial o personagem Tony Stark, foi mais do que apenas centelha que deu início a sua empresa, nas palavras do empresário “Tony Stark com certeza é nossa inspiração”. A própria história de superação que levou Robert Downey do fundo do poço de Hollywood para o papel de Homem de Ferro, para o início da fase dourada dos estúdios Marvel e para a melhor momento da vida do ator, também é algo com o que Ronaldo aprendeu e fonte de motivação diária.

Outro herói que ganhou seu respeito, assim como de muitos outros fãs ao redor do mundo, foi Chadwick Boseman. O ator sabia bem o impacto que seu personagem, um homem negro, rei do país mais rico e próspero do mundo (no UCM ao menos) e um super-herói que sempre escolheu fazer o certo e o justo, mesmo quando parecia uma escolha impossível, teria sobre as crianças e adolescentes negros. Foi uma grande perda, “o ator lamentavelmente partiu antes da hora. Ele era uma inspiração para os afrodescentes e continua sendo”

Mesmo doente, com dores e ciente de que precisava iniciar o tratamento ou poderia ser tarde demais, ele deu continuidade às gravações sem jamais reclamar ou mesmo dar sinais da doença. Sua morte foi um choque para muitas pessoas, independentemente da cor da pele ou do local de origem ou mesmo de ser ou não fã da Marvel. O ator faz falta no mundo real e no ficcional e será, para muitos (inclusive para essa que escreve), o eterno e perfeito Pantera Negra.

O Homem de Ferro e o Pantera Negra não foram, nem de longe, os únicos a se tornarem exemplos ou origem de motivação. Assim como o Pantera Negra se transformou num símbolo para toda uma parcela da sociedade, o Máquina de Combate também é um sinal de força e determinação para muitas crianças e seus pais.

Para quem não se lembra, James Rhodes esteve presente na Marvel desde o primeiro Homem de Ferro (“Iron Man”, 2008) (ainda que com uma pequena mudança de visual, sendo que nessa produção ele foi interpretado por Terrence Howard e, nas que seguiram, por Don Cheadle). Ele é um coronel do exército, o melhor amigo de Tony Stark e a segunda pessoa a efetivamente usar uma armadura a partir de Homem de Ferro 2.

James Rhodes, o Máquina de Combate

Reprodução de: Terra

Sua trajetória foi comprida, mas em 2015 o herói se tornou oficialmente um vingador a partir de uma das cenas pós-créditos de “Vingadores: Era de Ultron” (“Avengers: Age of Ulton”). Mas, no que se refere a esta reportagem, seu ponto mais importante se deu em 2016, durante a Guerra Civil. Como esperado, ele escolheu o lado de seu velho amigo, vestiu a camiseta do time Stark com orgulho e lutou com bravura. Infelizmente, alguns erros de cálculo o levaram a ser atingido em pleno voo por um de seus aliados, o Visão. O raio danificou a sua armadura e a consequente queda resultou em uma lesão em sua coluna.

O personagem perde então o movimento das pernas, a possibilidade de continuar com seu manto e mesmo seu posto no exército. Contudo, e independente das circunstâncias, lá estava ele na batalha de Wakanda em Guerra Infinita, não apenas andando, mas trajado como Máquina de Combate e lutando ao lado dos outros vingadores.

Rhodes conversa com Tony sobre sua deficiência (“Capitão América: Guerra Civil”, 2016)

Reprodução de: Heróis em Geral

Esse exemplo de superação exibido em telas gigantes ao redor do mundo, deram a mães e, mais importante, aos seus filhos, uma representação bem construída e digna da deficiência. Como Valerie Kalfrin muito bem coloca na manchete de uma coluna que escreveu para a Hollywood Reporter: Meu filho finalmente tem um herói como ele em ‘Vingadores: Guerra Infinita.

Valerie tem um filho de 12 anos que sofre de espinha bífida, uma condição congênita que, entre muitas consequências, pode causar paralisia. Por isso a criança tem de usar um conjunto de aparelhagens muito semelhantes aos utilizados pelo Máquina de Combate no filme. O reconhecimento e o exemplo de força foram e são muito importantes para a família Kalfrin, “ver Rhodey ao lado de Pantera Negra (Chadwick Boseman), Capitão América (Chris Evans) e os outros heróis me dá arrepios. É tão grande”.

Rhodes lutando na Batalha de Wakanda (“Vingadores: Guerra Infinita”, 2018)

Reprodução de: Tec Mundo

Para além disso, o que torna a aparição tão especial não é apenas a semelhança entre eles, mas a forma como foi tratada. Não é apenas o filho da escritora, ou ela própria, que pode se reconhecer no fato de que uma pessoa é muito mais do que as deficiências ou imperfeições que carrega.

“O filme não trata a deficiência como algo ‘diferente’, algo não compreendido ou digno de pena. Semelhante ao vencedor do Oscar ‘A Forma da Água’, mostra uma pessoa com deficiência valorizada por quem ela é, como ela é – não categorizada pelo que ela pode e não pode fazer.”

                                                     

(Valerie Kalfrin)

O Homem de Ferro e o Pantera Negra não foram, nem de longe, os únicos a se tornarem exemplos ou origem de motivação. Assim como o Pantera Negra se transformou num símbolo para toda uma parcela da sociedade, o Máquina de Combate também é um sinal de força e determinação para muitas crianças e seus pais.

Para quem não se lembra, James Rhodes esteve presente na Marvel desde o primeiro Homem de Ferro (“Iron Man”, 2008) (ainda que com uma pequena mudança de visual, sendo que nessa produção ele foi interpretado por Terrence Howard e, nas que seguiram, por Don Cheadle). Ele é um coronel do exército, o melhor amigo de Tony Stark e a segunda pessoa a efetivamente usar uma armadura a partir de Homem de Ferro 2.

James Rhodes, o Máquina de Combate

Reprodução de: Terra

Sua trajetória foi comprida, mas em 2015 o herói se tornou oficialmente um vingador a partir de uma das cenas pós-créditos de “Vingadores: Era de Ultron” (“Avengers: Age of Ulton”). Mas, no que se refere a esta reportagem, seu ponto mais importante se deu em 2016, durante a Guerra Civil. Como esperado, ele escolheu o lado de seu velho amigo, vestiu a camiseta do time Stark com orgulho e lutou com bravura. Infelizmente, alguns erros de cálculo o levaram a ser atingido em pleno voo por um de seus aliados, o Visão. O raio danificou a sua armadura e a consequente queda resultou em uma lesão em sua coluna.

O personagem perde então o movimento das pernas, a possibilidade de continuar com seu manto e mesmo seu posto no exército. Contudo, e independente das circunstâncias, lá estava ele na batalha de Wakanda em Guerra Infinita, não apenas andando, mas trajado como Máquina de Combate e lutando ao lado dos outros vingadores.

Rhodes conversa com Tony sobre sua deficiência (“Capitão América: Guerra Civil”, 2016)

Reprodução de: Heróis em Geral

Esse exemplo de superação exibido em telas gigantes ao redor do mundo, deram a mães e, mais importante, aos seus filhos, uma representação bem construída e digna da deficiência. Como Valerie Kalfrin muito bem coloca na manchete de uma coluna que escreveu para a Hollywood Reporter: Meu filho finalmente tem um herói como ele em ‘Vingadores: Guerra Infinita.

Valerie tem um filho de 12 anos que sofre de espinha bífida, uma condição congênita que, entre muitas consequências, pode causar paralisia. Por isso a criança tem de usar um conjunto de aparelhagens muito semelhantes aos utilizados pelo Máquina de Combate no filme. O reconhecimento e o exemplo de força foram e são muito importantes para a família Kalfrin, “ver Rhodey ao lado de Pantera Negra (Chadwick Boseman), Capitão América (Chris Evans) e os outros heróis me dá arrepios. É tão grande”.

Rhodes lutando na Batalha de Wakanda (“Vingadores: Guerra Infinita”, 2018)

Reprodução de: Tec Mundo

Para além disso, o que torna a aparição tão especial não é apenas a semelhança entre eles, mas a forma como foi tratada. Não é apenas o filho da escritora, ou ela própria, que pode se reconhecer no fato de que uma pessoa é muito mais do que as deficiências ou imperfeições que carrega.

“O filme não trata a deficiência como algo ‘diferente’, algo não compreendido ou digno de pena. Semelhante ao vencedor do Oscar ‘A Forma da Água’, mostra uma pessoa com deficiência valorizada por quem ela é, como ela é – não categorizada pelo que ela pode e não pode fazer.”

                                                     

(Valerie Kalfrin)

Saindo do mundo empresarial e pessoal, chega-se por fim à vida acadêmica. Mais do que inspiração para trabalhos ou pesquisas, o Universo Cinematográfico da Marvel abriu horizontes para alguns grandes fãs.

Pedro “Drisko” Rossi tinha 14 anos e estava indo para o último ano do ensino médio, quando seu pai o incentivou a fazer um curso técnico. “Foi na época, que comecei a me perguntar o que eu queria fazer da vida, e como várias crianças naquela idade, eu não tinha a mínima ideia do que queria ser”,  lembra ele. E o que um jovem que não recebera nenhuma orientação vocacional e que não sabia nada de profissão alguma poderia fazer? A resposta que ele encontrou terminou sendo muito útil em sua vida: me apoiei num universo inventado do cinema como minha referência. Era o que eu conhecia”.

Graças à enorme coincidência de sua família ter uma relação afetiva de longo prazo com a Marvel Comics, o jovem estudante esteve sempre atualizado no que se refere ao UCM, lembro que em quase todo grande lançamento de filme, ia com a minha família inteira para o cinema”. Talvez tenha sido por isso que sua resposta para a difícil questão “o que quero ser quando crescer?”, foi se apoiar no mundo fictício que lhe era tão comum..

Tony sendo Tony (“Homem de Ferro 2”, 2010)

Reprodução de: Clips de Filmes

O Homem de Ferro se tornou uma referência para seu primeiro sonho profissional que, com algum amadurecimento, o levou para seu atual curso: Engenharia Bioquímica. O caminho foi comprido, cheio de curvas fechadas e carregando na bagagem uma visão infantil do mundo. Por conta dos filmes do homem de ferro, um ricaço com vários carros, que manjava muito de mecânica e podia fazer qualquer coisa […] achei que seria legal seguir para a área da eletromecânica[…] Na época eu nem sabia o que isso fazia, para ser sincero. Pelo nome achei que ia me dar conhecimentos o suficiente para sair construindo um transformer (a inocência)”, conta.

No fim, o herói de armadura ocupou um espaço que estava vazio em meio a uma família predominantemente operando na área da saúde, “não ter ninguém próximo que fizesse o papel de exemplo foi bem amenizado por conta de um universo fictício onde eu pudesse espelhar”, completa. No fim, Tony Stark se tornou a necessária referência que levou Pedro a uma carreira nas exatas, o que se revelou a decisão certa: “depois de vários anos já no mercado de trabalho, por meio de testes de perfil, descobri que esse mesmo personagem que usei como referência, ilustra bem o perfil de carreira que quero seguir, faz com que eu pense que realmente foi bem útil como guia”.

Outro ponto onde o UCM tocou sua percepção sobre a vida profissional foi no que tange seu papel na engenharia e na indústria. De acordo com ele, as produções dos estúdios Marvel foram capazes de mudar, ampliar, sua concepção do que é necessário e requerido para atuar nessa área e de até onde sua imaginação pode ir. Em suas palavras, “os filmes da Marvel ampliaram o limite do que […], na área da engenharia, a indústria quer de você e do que é possível. Acho que dão um pouco mais de ideias na hora de usar o que você aprendeu, não só pelo que o mundo está pedindo de você, mas pelo que você quer.

Para além de sua decisão de profissão, os filmes representaram para Pedro também um enorme impacto em seu crescimento como pessoa, esses programas servem para cultivar a imaginação das crianças em fase de crescimento e tiveram papel importante na construção de valores positivos”.  Os personagens, como símbolos exacerbados de virtude, coragem, bondade, honestidade e outras tantas características positivas, na opinião do universitário, se tornam referências e educadores nos subconscientes dos expectadores.

“O trabalho de animar um universo que só existia nos quadrinhos foi algo como…. Ilustrar um sonho doido e todo cheio de ação. Isso, eu acho, desperta certa alegria e te dá animação quando você está em algum projeto pessoal. Como se você pudesse ver um pouco do seu sonho mais louco sendo ilustrado” 

                                                     

(Pedro Rossi)

Saindo do mundo empresarial e pessoal, chega-se por fim à vida acadêmica. Mais do que inspiração para trabalhos ou pesquisas, o Universo Cinematográfico da Marvel abriu horizontes para alguns grandes fãs.

Pedro “Drisko” Rossi tinha 14 anos e estava indo para o último ano do ensino médio, quando seu pai o incentivou a fazer um curso técnico. “Foi na época, que comecei a me perguntar o que eu queria fazer da vida, e como várias crianças naquela idade, eu não tinha a mínima ideia do que queria ser”,  lembra ele. E o que um jovem que não recebera nenhuma orientação vocacional e que não sabia nada de profissão alguma poderia fazer? A resposta que ele encontrou terminou sendo muito útil em sua vida: me apoiei num universo inventado do cinema como minha referência. Era o que eu conhecia”.

Graças à enorme coincidência de sua família ter uma relação afetiva de longo prazo com a Marvel Comics, o jovem estudante esteve sempre atualizado no que se refere ao UCM, lembro que em quase todo grande lançamento de filme, ia com a minha família inteira para o cinema”. Talvez tenha sido por isso que sua resposta para a difícil questão “o que quero ser quando crescer?”, foi se apoiar no mundo fictício que lhe era tão comum..

Tony sendo Tony (“Homem de Ferro 2”, 2010)

Reprodução de: Clips de Filmes

O Homem de Ferro se tornou uma referência para seu primeiro sonho profissional que, com algum amadurecimento, o levou para seu atual curso: Engenharia Bioquímica. O caminho foi comprido, cheio de curvas fechadas e carregando na bagagem uma visão infantil do mundo. Por conta dos filmes do homem de ferro, um ricaço com vários carros, que manjava muito de mecânica e podia fazer qualquer coisa […] achei que seria legal seguir para a área da eletromecânica[…] Na época eu nem sabia o que isso fazia, para ser sincero. Pelo nome achei que ia me dar conhecimentos o suficiente para sair construindo um transformer (a inocência)”, conta.

No fim, o herói de armadura ocupou um espaço que estava vazio em meio a uma família predominantemente operando na área da saúde, “não ter ninguém próximo que fizesse o papel de exemplo foi bem amenizado por conta de um universo fictício onde eu pudesse espelhar”, completa. No fim, Tony Stark se tornou a necessária referência que levou Pedro a uma carreira nas exatas, o que se revelou a decisão certa: “depois de vários anos já no mercado de trabalho, por meio de testes de perfil, descobri que esse mesmo personagem que usei como referência, ilustra bem o perfil de carreira que quero seguir, faz com que eu pense que realmente foi bem útil como guia”.

Outro ponto onde o UCM tocou sua percepção sobre a vida profissional foi no que tange seu papel na engenharia e na indústria. De acordo com ele, as produções dos estúdios Marvel foram capazes de mudar, ampliar, sua concepção do que é necessário e requerido para atuar nessa área e de até onde sua imaginação pode ir. Em suas palavras, “os filmes da Marvel ampliaram o limite do que […], na área da engenharia, a indústria quer de você e do que é possível. Acho que dão um pouco mais de ideias na hora de usar o que você aprendeu, não só pelo que o mundo está pedindo de você, mas pelo que você quer.

Para além de sua decisão de profissão, os filmes representaram para Pedro também um enorme impacto em seu crescimento como pessoa, esses programas servem para cultivar a imaginação das crianças em fase de crescimento e tiveram papel importante na construção de valores positivos”.  Os personagens, como símbolos exacerbados de virtude, coragem, bondade, honestidade e outras tantas características positivas, na opinião do universitário, se tornam referências e educadores nos subconscientes dos expectadores.

“O trabalho de animar um universo que só existia nos quadrinhos foi algo como…. Ilustrar um sonho doido e todo cheio de ação. Isso, eu acho, desperta certa alegria e te dá animação quando você está em algum projeto pessoal. Como se você pudesse ver um pouco do seu sonho mais louco sendo ilustrado” 

                                                     

(Pedro Rossi)

Já para Ingrid Moraes, estudante de psicologia da Universidade Estadual da Feira de Santana, a influência do UCM se deu um momento diferente de sua vida acadêmica. Essa história começou com sua mãe, antes mesmo de os heróis saírem das páginas dos quadrinhos para as telas dos cinemas. Foi a senhora Moraes quem, lá em 2012, arrastou a filha para uma sessão de Vingadores e deu início a essa jornada. “Não conhecia até esse momento. Eu tinha 10 anos e foi quando comecei a acompanhar e daí não parei mais”, completa.

A animação que a jovem sentiu naquele momento só cresceu desde então. Em determinado ponto, se tornou a euforia que marcou cada encontro com outros fãs e cada conversa sobre os estúdios Marvel, “sempre que penso no MCU, eu fico extremamente animada […] é algo que eu realmente gosto”, conta. Todavia, não foram os momentos felizes que mais marcaram o vínculo entre a futura psicóloga e os filmes. As produções do estúdio se tornaram uma constante para Ingrid nos momentos difíceis, “eu encontrava conforto nas coisas que gostava de fazer e, principalmente nos filmes da Marvel”, lembra.

O valor simbólico que a universitária agregou à franquia veio com o apoio emocional que as histórias e personagens representaram durante um período conturbado de sua adolescência. Ela lembra das produções como um porto seguro, “eu sabia que quando fosse assistir os filmes, podia esquecer que tudo aquilo estava acontecendo”.

É por esse simbolismo que ela continuamente assiste e reassiste seus filmes favoritos e se apega a momentos que lhe trazem alguma forma de conforto. Como é o caso da cena em que o Hulk salva o Homem de Ferro no fim da batalha de Nova York, que para ela “sempre desperta uma sensação cômica”.

Em sua percepção, o impacto da Marvel está presente em seu cotidiano, seja despertando interesse, curiosidade e inspiração ou a motivando a enfrentar as dificuldades do dia a dia. O exemplo mais atual, e, também, um dos maiores, é “WandaVision” (2021), já que foi através da série que ela se viu onde está hoje: “hoje em dia, uma coisa em que eu tenho muito interesse […] é o luto […] é algo realmente que estou procurando estudar um pouco mais”.

Sessão de desabafo de Wanda (“WandaVision”, 2020)

Reprodução de: Mens Health

Por ser estudante de psicologia, Ingrid encontrou muitas ligações entre o que aprendia em sala de aula e o que a protagonista da obra enfrentava em sua jornada, principalmente no que se refere a como reagir à morte das pessoas amadas. Essa percepção rendeu um considerável interesse na área e o começo de uma pesquisa autônoma sobre “os efeitos do luto sobre a vida humana e a forma como as pessoas lidam com o luto”.  No momento, ela pretende terminar a graduação e dar seguimento em sua carreira acadêmica em uma pós-graduação focada na psicologia do luto.

Não para por aí. Se a dor da Wanda rendeu à futura psicóloga uma especialização, outro personagem, cuja história de superação “acabou mexendo mais comigo, foi Sam Wilson, o Falcão e, agora Capitão América”. A história do personagem, do menino negro, com origem humilde, morando em um estado sulista, que se torna um soldado especial do exército americano, um vingador e, agora, um símbolo de sua pátria, sem nunca abandonar suas ideias e sem nunca se abalar pelo que os outros pensam, é um grande exemplo no qual Ingrid escolheu se apoiar: “ver o que ele se tornou, a proporção que o trabalho dele como Falcão tomou dentro dos próprios filmes […] e o fato de que […] ele está sempre ali, preso em seus ideias, porque é algo que faz parte dele. Eu acho isso incrível e ele me inspira demais”.

“Eu acredito que a Marvel, apesar de ser algo bem cinematográfico, algo bem irreal, me ensinou a ter coragem para enfrentar meus problemas. Passei por uma série de complicações durante minha infância e adolescência, e eu precisava de coragem para enfrentar, não podia sucumbir àquilo. Então eu vi os heróis e as heroínas sendo corajosos e enfrentando essas coisas e, por ser pequena na época, por estar passando pelo processo de crescimento, eu pensava ‘eu tenho que ter coragem também, tenho de enfrentar meus problemas. Se os super-heróis podem enfrentar aliens, eu posso enfrentar o que está acontecendo comigo”

                                                     

(Ingrid Moraes)

Já para Ingrid Moraes, estudante de psicologia da Universidade Estadual da Feira de Santana, a influência do UCM se deu um momento diferente de sua vida acadêmica. Essa história começou com sua mãe, antes mesmo de os heróis saírem das páginas dos quadrinhos para as telas dos cinemas. Foi a senhora Moraes quem, lá em 2012, arrastou a filha para uma sessão de Vingadores e deu início a essa jornada. “Não conhecia até esse momento. Eu tinha 10 anos e foi quando comecei a acompanhar e daí não parei mais”, completa.

A animação que a jovem sentiu naquele momento só cresceu desde então. Em determinado ponto, se tornou a euforia que marcou cada encontro com outros fãs e cada conversa sobre os estúdios Marvel, “sempre que penso no MCU, eu fico extremamente animada […] é algo que eu realmente gosto”, conta. Todavia, não foram os momentos felizes que mais marcaram o vínculo entre a futura psicóloga e os filmes. As produções do estúdio se tornaram uma constante para Ingrid nos momentos difíceis, “eu encontrava conforto nas coisas que gostava de fazer e, principalmente nos filmes da Marvel”, lembra.

O valor simbólico que a universitária agregou à franquia veio com o apoio emocional que as histórias e personagens representaram durante um período conturbado de sua adolescência. Ela lembra das produções como um porto seguro, “eu sabia que quando fosse assistir os filmes, podia esquecer que tudo aquilo estava acontecendo”.

É por esse simbolismo que ela continuamente assiste e reassiste seus filmes favoritos e se apega a momentos que lhe trazem alguma forma de conforto. Como é o caso da cena em que o Hulk salva o Homem de Ferro no fim da batalha de Nova York, que para ela “sempre desperta uma sensação cômica”.

Em sua percepção, o impacto da Marvel está presente em seu cotidiano, seja despertando interesse, curiosidade e inspiração ou a motivando a enfrentar as dificuldades do dia a dia. O exemplo mais atual, e, também, um dos maiores, é “WandaVision” (2021), já que foi através da série que ela se viu onde está hoje: “hoje em dia, uma coisa em que eu tenho muito interesse […] é o luto […] é algo realmente que estou procurando estudar um pouco mais”.

Sessão de desabafo de Wanda (“WandaVision”, 2020)

Reprodução de: Mens Health

Por ser estudante de psicologia, Ingrid encontrou muitas ligações entre o que aprendia em sala de aula e o que a protagonista da obra enfrentava em sua jornada, principalmente no que se refere a como reagir à morte das pessoas amadas. Essa percepção rendeu um considerável interesse na área e o começo de uma pesquisa autônoma sobre “os efeitos do luto sobre a vida humana e a forma como as pessoas lidam com o luto”.  No momento, ela pretende terminar a graduação e dar seguimento em sua carreira acadêmica em uma pós-graduação focada na psicologia do luto.

Não para por aí. Se a dor da Wanda rendeu à futura psicóloga uma especialização, outro personagem, cuja história de superação “acabou mexendo mais comigo, foi Sam Wilson, o Falcão e, agora Capitão América”. A história do personagem, do menino negro, com origem humilde, morando em um estado sulista, que se torna um soldado especial do exército americano, um vingador e, agora, um símbolo de sua pátria, sem nunca abandonar suas ideias e sem nunca se abalar pelo que os outros pensam, é um grande exemplo no qual Ingrid escolheu se apoiar: “ver o que ele se tornou, a proporção que o trabalho dele como Falcão tomou dentro dos próprios filmes […] e o fato de que […] ele está sempre ali, preso em seus ideias, porque é algo que faz parte dele. Eu acho isso incrível e ele me inspira demais”.

“Eu acredito que a Marvel, apesar de ser algo bem cinematográfico, algo bem irreal, me ensinou a ter coragem para enfrentar meus problemas. Passei por uma série de complicações durante minha infância e adolescência, e eu precisava de coragem para enfrentar, não podia sucumbir àquilo. Então eu vi os heróis e as heroínas sendo corajosos e enfrentando essas coisas e, por ser pequena na época, por estar passando pelo processo de crescimento, eu pensava ‘eu tenho que ter coragem também, tenho de enfrentar meus problemas. Se os super-heróis podem enfrentar aliens, eu posso enfrentar o que está acontecendo comigo”

                                                     

(Ingrid Moraes)

E, na verdade, não precisa ser nada tão dramático quanto esses casos. Abrir uma empresa, ter um exemplo para ajudar seu filho, escolher sua profissão ou escolher uma especialização são casos estratosféricos do que a Marvel pode fazer na vida de alguém. O dia-a-dia dos fãs e críticos não é marcado por situações como essa. O tipo mais comum de motivação que a Marvel pode oferecer é o crescimento pessoal.

Ele esteve presente em todos as histórias até então apresentadas, mesmo que em segundo plano e, para outras pessoas, ele é a maior marca do que os filmes do estúdio podem se tornar.É o caso da Social Media goianiense Júlia Raquel Peixoto Souza. Ela conheceu o UCM através de seu pai, quando ainda era uma garotinha e, desde então, filmes de super-heróis são uma constante dose de serotonina diária, tendo, inclusive, tornado mais fácil de aguentar a pandemia da Covid-19.

Além de amparo paro os momentos difíceis, para ela “essas produções são um refúgio da realidade. […] ajudam a viver várias vidas em uma”. Sua maior referência no que se refere a se motivar a ser melhor é o Homem-Aranha. Com ele, Julia aprendeu que, apesar de todos os desafios, não se pode desistir e nem virar as costas para o mundo, “apesar de ter alguns momentos que ele pensa em desistir, ele volta a ser o amigão da vizinhança e continua ajudando as pessoas”, completa.

Para ela, as produções da Marvel Estúdios podem não ter sido responsáveis por uma mudança radical ou o início de algo grandioso, mas tiveram um simbolismo que, segundo crê, é tão grande quanto. Se não os tivesse em sua vida, perderia algumas de suas melhores lembranças e, também, teria seu estado emocional muito diferente do que é hoje.

Com certeza se eu não tivesse tido contato com esses universos eu seria uma pessoa bem triste.”

                                                     

(Júlia Raquel Peixoto)

E, na verdade, não precisa ser nada tão dramático quanto esses casos. Abrir uma empresa, ter um exemplo para ajudar seu filho, escolher sua profissão ou escolher uma especialização são casos estratosféricos do que a Marvel pode fazer na vida de alguém. O dia-a-dia dos fãs e críticos não é marcado por situações como essa. O tipo mais comum de motivação que a Marvel pode oferecer é o crescimento pessoal.

Ele esteve presente em todos as histórias até então apresentadas, mesmo que em segundo plano e, para outras pessoas, ele é a maior marca do que os filmes do estúdio podem se tornar.É o caso da Social Media goianiense Júlia Raquel Peixoto Souza. Ela conheceu o UCM através de seu pai, quando ainda era uma garotinha e, desde então, filmes de super-heróis são uma constante dose de serotonina diária, tendo, inclusive, tornado mais fácil de aguentar a pandemia da Covid-19.

Além de amparo paro os momentos difíceis, para ela “essas produções são um refúgio da realidade. […] ajudam a viver várias vidas em uma”. Sua maior referência no que se refere a se motivar a ser melhor é o Homem-Aranha. Com ele, Julia aprendeu que, apesar de todos os desafios, não se pode desistir e nem virar as costas para o mundo, “apesar de ter alguns momentos que ele pensa em desistir, ele volta a ser o amigão da vizinhança e continua ajudando as pessoas”, completa.

Para ela, as produções da Marvel Estúdios podem não ter sido responsáveis por uma mudança radical ou o início de algo grandioso, mas tiveram um simbolismo que, segundo crê, é tão grande quanto. Se não os tivesse em sua vida, perderia algumas de suas melhores lembranças e, também, teria seu estado emocional muito diferente do que é hoje.

Com certeza se eu não tivesse tido contato com esses universos eu seria uma pessoa bem triste.”

                                                     

(Júlia Raquel Peixoto)

Ronaldo Vasques que o diga. O técnico de informática formado em análise de sistemas não se via como empreendedor, principalmente não na área de criar armaduras hiper-realistas para cosplay, mas Tony Stark (o Homem de Ferro) jogou pedrinhas em suas janelas, um chamado impossível de se ignorar. Essa foi a motivação necessária para a criação da RJV Cosmaker.

Claro que a história não é assim tão curta. De fato, até dez anos atrás a empresa especializada na criação de trajes vivos, com um carinho especial pelo homem de lata da Marvel não existia nem nos sonhos mais loucos de seu fundador e mesmo a mudança para o que se tornou hoje não pode ser descrita como proposital.  “Teve uma festa a fantasia e eu resolvi fazer um traje do Homem de Ferro, algo na época muito raro e difícil de fabricar”, lembra ele..

Algumas imagens do processo de criação da armadura que foi o primeiro passo na criação da RJV Cosmaker

Nosso personagem resolveu construir sua própria armadura. Sem se deixar abater pelas limitações tecnológicas do início da década de 2010, ele seguiu sua vontade e fez sucesso. Além de ganhar o concurso de fantasia, a posterior venda do traje na internet lhe rendeu uma nova noção do que podia alcançar com isso e – alerta de spoiler – era muito mais do que apenas um troféu de primeiro lugar, “vendeu muito rápido e as pessoas quiseram outros e vi ali uma oportunidade para fazer um extra”.

Apesar de ter começado como um trabalho a parte de sua vida real, o empreendimento a criatividade, o interesse e a inspiração jamais foram sido limitados. Desde o primeiro momento, Ronaldo foi investindo em outros personagens e produções, “vendo muitos trajes com cada vez mais variedade, mas nossa especialidade segue sendo o traje do Homem de Ferro”, conta.

Hoje, o que começou como uma brincadeira é sua profissão e principal fonte de renda. Tornar a ficção algo palpável é o que faz no seu dia-a-dia e o levou a se aperfeiçoar, “através dos anos nós fomos nos especializando, fazendo cursos. Aprendi a fazer pinturas, a trabalhar em diversos materiais”.

Isso não apenas mudou sua vida, mas tem um grande impacto sobre muitas outras pessoas. Suas armaduras, peças e fantasias são usadas por muitos grupos sociais que visitam, entre outras pessoas, idades e situações, crianças hospitalizadas, levando esperança e animo para quem mais precisa. Nas palavras de Ronaldo “é uma forma de elas [as crianças], se inspirarem um pouco com um herói favorito”.

O empresário sabe por experiência própria que os personagens podem terminar sendo muito mais do que um passatempo passageiro. Em alguns casos, principalmente para vulneráveis, os heróis podem virar “muito mais do que desenho e entretenimento, há um amor muito profundo”.

A empresa cresceu, evoluiu e se expandiu para contemplar outros universos fictícios e outros personagens. Assim, Ronaldo e sua equipe transformam a fantasia em realidade para centenas de fãs, além de para as muitas crianças, jovens e adultos, que recebem as ilustres visitas de seus heróis favoritos nos melhores e nos piores momento, criando um ciclo de inspiração e motivação.

O UCM, em especial o personagem Tony Stark, foi mais do que apenas centelha que deu início a sua empresa, nas palavras do empresário “Tony Stark com certeza é nossa inspiração”. A própria história de superação que levou Robert Downey do fundo do poço de Hollywood para o papel de Homem de Ferro, para o início da fase dourada dos estúdios Marvel e para a melhor momento da vida do ator, também é algo com o que Ronaldo aprendeu e fonte de motivação diária.

 “O ator que interpreta o Homem de Ferro tem uma história de vida muito marcante. Ele passou por momentos difíceis […] chegou no fundo do buraco e, a dez anos atrás, ele iniciou o UCM [….] e dali teve uma grande revolução na vida dele. […] Ele próprio mudou sua vida”

                                                   Ronaldo Vasques

Outro herói que ganhou seu respeito, assim como de muitos outros fãs ao redor do mundo, foi Chadwick Boseman. O ator sabia bem o impacto que seu personagem, um homem negro, rei do país mais rico e próspero do mundo (no UCM ao menos) e um super-herói que sempre escolheu fazer o certo e o justo, mesmo quando parecia uma escolha impossível, teria sobre as crianças e adolescentes negros. Foi uma grande perda, “o ator lamentavelmente partiu antes da hora. Ele era uma inspiração para os afrodescentes e continua sendo”

Mesmo doente, com dores e ciente de que precisava iniciar o tratamento ou poderia ser tarde demais, ele deu continuidade às gravações sem jamais reclamar ou mesmo dar sinais da doença. Sua morte foi um choque para muitas pessoas, independentemente da cor da pele ou do local de origem ou mesmo de ser ou não fã da Marvel. O ator faz falta no mundo real e no ficcional e será, para muitos (inclusive para essa que escreve), o eterno e perfeito Pantera Negra.

Ronaldo Vasques que o diga. O técnico de informática formado em análise de sistemas não se via como empreendedor, principalmente não na área de criar armaduras hiper-realistas para cosplay, mas Tony Stark (o Homem de Ferro) jogou pedrinhas em suas janelas, um chamado impossível de se ignorar. Essa foi a motivação necessária para a criação da RJV Cosmaker.

Claro que a história não é assim tão curta. De fato, até dez anos atrás a empresa especializada na criação de trajes vivos, com um carinho especial pelo homem de lata da Marvel não existia nem nos sonhos mais loucos de seu fundador e mesmo a mudança para o que se tornou hoje não pode ser descrita como proposital.  “Teve uma festa a fantasia e eu resolvi fazer um traje do Homem de Ferro, algo na época muito raro e difícil de fabricar”, lembra ele..

Algumas imagens do processo de criação da armadura que foi o primeiro passo na criação da RJV Cosmaker

Nosso personagem resolveu construir sua própria armadura. Sem se deixar abater pelas limitações tecnológicas do início da década de 2010, ele seguiu sua vontade e fez sucesso. Além de ganhar o concurso de fantasia, a posterior venda do traje na internet lhe rendeu uma nova noção do que podia alcançar com isso e – alerta de spoiler – era muito mais do que apenas um troféu de primeiro lugar, “vendeu muito rápido e as pessoas quiseram outros e vi ali uma oportunidade para fazer um extra”.

Apesar de ter começado como um trabalho a parte de sua vida real, o empreendimento a criatividade, o interesse e a inspiração jamais foram sido limitados. Desde o primeiro momento, Ronaldo foi investindo em outros personagens e produções, “vendo muitos trajes com cada vez mais variedade, mas nossa especialidade segue sendo o traje do Homem de Ferro”, conta.

Hoje, o que começou como uma brincadeira é sua profissão e principal fonte de renda. Tornar a ficção algo palpável é o que faz no seu dia-a-dia e o levou a se aperfeiçoar, “através dos anos nós fomos nos especializando, fazendo cursos. Aprendi a fazer pinturas, a trabalhar em diversos materiais”.

Isso não apenas mudou sua vida, mas tem um grande impacto sobre muitas outras pessoas. Suas armaduras, peças e fantasias são usadas por muitos grupos sociais que visitam, entre outras pessoas, idades e situações, crianças hospitalizadas, levando esperança e animo para quem mais precisa. Nas palavras de Ronaldo “é uma forma de elas [as crianças], se inspirarem um pouco com um herói favorito”.

O empresário sabe por experiência própria que os personagens podem terminar sendo muito mais do que um passatempo passageiro. Em alguns casos, principalmente para vulneráveis, os heróis podem virar “muito mais do que desenho e entretenimento, há um amor muito profundo”.

A empresa cresceu, evoluiu e se expandiu para contemplar outros universos fictícios e outros personagens. Assim, Ronaldo e sua equipe transformam a fantasia em realidade para centenas de fãs, além de para as muitas crianças, jovens e adultos, que recebem as ilustres visitas de seus heróis favoritos nos melhores e nos piores momento, criando um ciclo de inspiração e motivação.

 “O ator que interpreta o Homem de Ferro tem uma história de vida muito marcante. Ele passou por momentos difíceis […] chegou no fundo do buraco e, a dez anos atrás, ele iniciou o UCM [….] e dali teve uma grande revolução na vida dele. […] Ele próprio mudou sua vida”

                                                   Ronaldo Vasques

O UCM, em especial o personagem Tony Stark, foi mais do que apenas centelha que deu início a sua empresa, nas palavras do empresário “Tony Stark com certeza é nossa inspiração”. A própria história de superação que levou Robert Downey do fundo do poço de Hollywood para o papel de Homem de Ferro, para o início da fase dourada dos estúdios Marvel e para a melhor momento da vida do ator, também é algo com o que Ronaldo aprendeu e fonte de motivação diária.

Outro herói que ganhou seu respeito, assim como de muitos outros fãs ao redor do mundo, foi Chadwick Boseman. O ator sabia bem o impacto que seu personagem, um homem negro, rei do país mais rico e próspero do mundo (no UCM ao menos) e um super-herói que sempre escolheu fazer o certo e o justo, mesmo quando parecia uma escolha impossível, teria sobre as crianças e adolescentes negros. Foi uma grande perda, “o ator lamentavelmente partiu antes da hora. Ele era uma inspiração para os afrodescentes e continua sendo”

Mesmo doente, com dores e ciente de que precisava iniciar o tratamento ou poderia ser tarde demais, ele deu continuidade às gravações sem jamais reclamar ou mesmo dar sinais da doença. Sua morte foi um choque para muitas pessoas, independentemente da cor da pele ou do local de origem ou mesmo de ser ou não fã da Marvel. O ator faz falta no mundo real e no ficcional e será, para muitos (inclusive para essa que escreve), o eterno e perfeito Pantera Negra.

O Homem de Ferro e o Pantera Negra não foram, nem de longe, os únicos a se tornarem exemplos ou origem de motivação. Assim como o Pantera Negra se transformou num símbolo para toda uma parcela da sociedade, o Máquina de Combate também é um sinal de força e determinação para muitas crianças e seus pais.

Para quem não se lembra, James Rhodes esteve presente na Marvel desde o primeiro Homem de Ferro (“Iron Man”, 2008) (ainda que com uma pequena mudança de visual, sendo que nessa produção ele foi interpretado por Terrence Howard e, nas que seguiram, por Don Cheadle). Ele é um coronel do exército, o melhor amigo de Tony Stark e a segunda pessoa a efetivamente usar uma armadura a partir de Homem de Ferro 2.

James Rhodes, o Máquina de Combate

Reprodução de: Terra

Sua trajetória foi comprida, mas em 2015 o herói se tornou oficialmente um vingador a partir de uma das cenas pós-créditos de “Vingadores: Era de Ultron” (“Avengers: Age of Ulton”). Mas, no que se refere a esta reportagem, seu ponto mais importante se deu em 2016, durante a Guerra Civil. Como esperado, ele escolheu o lado de seu velho amigo, vestiu a camiseta do time Stark com orgulho e lutou com bravura. Infelizmente, alguns erros de cálculo o levaram a ser atingido em pleno voo por um de seus aliados, o Visão. O raio danificou a sua armadura e a consequente queda resultou em uma lesão em sua coluna.

O personagem perde então o movimento das pernas, a possibilidade de continuar com seu manto e mesmo seu posto no exército. Contudo, e independente das circunstâncias, lá estava ele na batalha de Wakanda em Guerra Infinita, não apenas andando, mas trajado como Máquina de Combate e lutando ao lado dos outros vingadores.

Rhodes conversa com Tony sobre sua deficiência (“Capitão América: Guerra Civil”, 2016)

Reprodução de: Heróis em Geral

Esse exemplo de superação exibido em telas gigantes ao redor do mundo, deram a mães e, mais importante, aos seus filhos, uma representação bem construída e digna da deficiência. Como Valerie Kalfrin muito bem coloca na manchete de uma coluna que escreveu para a Hollywood Reporter: Meu filho finalmente tem um herói como ele em ‘Vingadores: Guerra Infinita.

Valerie tem um filho de 12 anos que sofre de espinha bífida, uma condição congênita que, entre muitas consequências, pode causar paralisia. Por isso a criança tem de usar um conjunto de aparelhagens muito semelhantes aos utilizados pelo Máquina de Combate no filme. O reconhecimento e o exemplo de força foram e são muito importantes para a família Kalfrin, “ver Rhodey ao lado de Pantera Negra (Chadwick Boseman), Capitão América (Chris Evans) e os outros heróis me dá arrepios. É tão grande”.

Rhodes lutando na Batalha de Wakanda (“Vingadores: Guerra Infinita”, 2018)

Reprodução de: Tec Mundo

Para além disso, o que torna a aparição tão especial não é apenas a semelhança entre eles, mas a forma como foi tratada. Não é apenas o filho da escritora, ou ela própria, que pode se reconhecer no fato de que uma pessoa é muito mais do que as deficiências ou imperfeições que carrega.

“O filme não trata a deficiência como algo ‘diferente’, algo não compreendido ou digno de pena. Semelhante ao vencedor do Oscar ‘A Forma da Água’, mostra uma pessoa com deficiência valorizada por quem ela é, como ela é – não categorizada pelo que ela pode e não pode fazer.”

                                                     

(Valerie Kalfrin)

O Homem de Ferro e o Pantera Negra não foram, nem de longe, os únicos a se tornarem exemplos ou origem de motivação. Assim como o Pantera Negra se transformou num símbolo para toda uma parcela da sociedade, o Máquina de Combate também é um sinal de força e determinação para muitas crianças e seus pais.

Para quem não se lembra, James Rhodes esteve presente na Marvel desde o primeiro Homem de Ferro (“Iron Man”, 2008) (ainda que com uma pequena mudança de visual, sendo que nessa produção ele foi interpretado por Terrence Howard e, nas que seguiram, por Don Cheadle). Ele é um coronel do exército, o melhor amigo de Tony Stark e a segunda pessoa a efetivamente usar uma armadura a partir de Homem de Ferro 2.

James Rhodes, o Máquina de Combate

Reprodução de: Terra

Sua trajetória foi comprida, mas em 2015 o herói se tornou oficialmente um vingador a partir de uma das cenas pós-créditos de “Vingadores: Era de Ultron” (“Avengers: Age of Ulton”). Mas, no que se refere a esta reportagem, seu ponto mais importante se deu em 2016, durante a Guerra Civil. Como esperado, ele escolheu o lado de seu velho amigo, vestiu a camiseta do time Stark com orgulho e lutou com bravura. Infelizmente, alguns erros de cálculo o levaram a ser atingido em pleno voo por um de seus aliados, o Visão. O raio danificou a sua armadura e a consequente queda resultou em uma lesão em sua coluna.

O personagem perde então o movimento das pernas, a possibilidade de continuar com seu manto e mesmo seu posto no exército. Contudo, e independente das circunstâncias, lá estava ele na batalha de Wakanda em Guerra Infinita, não apenas andando, mas trajado como Máquina de Combate e lutando ao lado dos outros vingadores.

Rhodes conversa com Tony sobre sua deficiência (“Capitão América: Guerra Civil”, 2016)

Reprodução de: Heróis em Geral

Esse exemplo de superação exibido em telas gigantes ao redor do mundo, deram a mães e, mais importante, aos seus filhos, uma representação bem construída e digna da deficiência. Como Valerie Kalfrin muito bem coloca na manchete de uma coluna que escreveu para a Hollywood Reporter: Meu filho finalmente tem um herói como ele em ‘Vingadores: Guerra Infinita.

Valerie tem um filho de 12 anos que sofre de espinha bífida, uma condição congênita que, entre muitas consequências, pode causar paralisia. Por isso a criança tem de usar um conjunto de aparelhagens muito semelhantes aos utilizados pelo Máquina de Combate no filme. O reconhecimento e o exemplo de força foram e são muito importantes para a família Kalfrin, “ver Rhodey ao lado de Pantera Negra (Chadwick Boseman), Capitão América (Chris Evans) e os outros heróis me dá arrepios. É tão grande”.

Rhodes lutando na Batalha de Wakanda (“Vingadores: Guerra Infinita”, 2018)

Reprodução de: Tec Mundo

Para além disso, o que torna a aparição tão especial não é apenas a semelhança entre eles, mas a forma como foi tratada. Não é apenas o filho da escritora, ou ela própria, que pode se reconhecer no fato de que uma pessoa é muito mais do que as deficiências ou imperfeições que carrega.

“O filme não trata a deficiência como algo ‘diferente’, algo não compreendido ou digno de pena. Semelhante ao vencedor do Oscar ‘A Forma da Água’, mostra uma pessoa com deficiência valorizada por quem ela é, como ela é – não categorizada pelo que ela pode e não pode fazer.”

                                                     

(Valerie Kalfrin)

Saindo do mundo empresarial e pessoal, chega-se por fim à vida acadêmica. Mais do que inspiração para trabalhos ou pesquisas, o Universo Cinematográfico da Marvel abriu horizontes para alguns grandes fãs.

Pedro “Drisko” Rossi tinha 14 anos e estava indo para o último ano do ensino médio, quando seu pai o incentivou a fazer um curso técnico. “Foi na época, que comecei a me perguntar o que eu queria fazer da vida, e como várias crianças naquela idade, eu não tinha a mínima ideia do que queria ser”,  lembra ele. E o que um jovem que não recebera nenhuma orientação vocacional e que não sabia nada de profissão alguma poderia fazer? A resposta que ele encontrou terminou sendo muito útil em sua vida: me apoiei num universo inventado do cinema como minha referência. Era o que eu conhecia”.

Graças à enorme coincidência de sua família ter uma relação afetiva de longo prazo com a Marvel Comics, o jovem estudante esteve sempre atualizado no que se refere ao UCM, lembro que em quase todo grande lançamento de filme, ia com a minha família inteira para o cinema”. Talvez tenha sido por isso que sua resposta para a difícil questão “o que quero ser quando crescer?”, foi se apoiar no mundo fictício que lhe era tão comum..

Tony sendo Tony (“Homem de Ferro 2”, 2010)

Reprodução de: Clips de Filmes

O Homem de Ferro se tornou uma referência para seu primeiro sonho profissional que, com algum amadurecimento, o levou para seu atual curso: Engenharia Bioquímica. O caminho foi comprido, cheio de curvas fechadas e carregando na bagagem uma visão infantil do mundo. Por conta dos filmes do homem de ferro, um ricaço com vários carros, que manjava muito de mecânica e podia fazer qualquer coisa […] achei que seria legal seguir para a área da eletromecânica[…] Na época eu nem sabia o que isso fazia, para ser sincero. Pelo nome achei que ia me dar conhecimentos o suficiente para sair construindo um transformer (a inocência)”, conta.

No fim, o herói de armadura ocupou um espaço que estava vazio em meio a uma família predominantemente operando na área da saúde, “não ter ninguém próximo que fizesse o papel de exemplo foi bem amenizado por conta de um universo fictício onde eu pudesse espelhar”, completa. No fim, Tony Stark se tornou a necessária referência que levou Pedro a uma carreira nas exatas, o que se revelou a decisão certa: “depois de vários anos já no mercado de trabalho, por meio de testes de perfil, descobri que esse mesmo personagem que usei como referência, ilustra bem o perfil de carreira que quero seguir, faz com que eu pense que realmente foi bem útil como guia”.

Outro ponto onde o UCM tocou sua percepção sobre a vida profissional foi no que tange seu papel na engenharia e na indústria. De acordo com ele, as produções dos estúdios Marvel foram capazes de mudar, ampliar, sua concepção do que é necessário e requerido para atuar nessa área e de até onde sua imaginação pode ir. Em suas palavras, “os filmes da Marvel ampliaram o limite do que […], na área da engenharia, a indústria quer de você e do que é possível. Acho que dão um pouco mais de ideias na hora de usar o que você aprendeu, não só pelo que o mundo está pedindo de você, mas pelo que você quer.

Para além de sua decisão de profissão, os filmes representaram para Pedro também um enorme impacto em seu crescimento como pessoa, esses programas servem para cultivar a imaginação das crianças em fase de crescimento e tiveram papel importante na construção de valores positivos”.  Os personagens, como símbolos exacerbados de virtude, coragem, bondade, honestidade e outras tantas características positivas, na opinião do universitário, se tornam referências e educadores nos subconscientes dos expectadores.

“O trabalho de animar um universo que só existia nos quadrinhos foi algo como…. Ilustrar um sonho doido e todo cheio de ação. Isso, eu acho, desperta certa alegria e te dá animação quando você está em algum projeto pessoal. Como se você pudesse ver um pouco do seu sonho mais louco sendo ilustrado” 

                                                     

(Pedro Rossi)

Saindo do mundo empresarial e pessoal, chega-se por fim à vida acadêmica. Mais do que inspiração para trabalhos ou pesquisas, o Universo Cinematográfico da Marvel abriu horizontes para alguns grandes fãs.

Pedro “Drisko” Rossi tinha 14 anos e estava indo para o último ano do ensino médio, quando seu pai o incentivou a fazer um curso técnico. “Foi na época, que comecei a me perguntar o que eu queria fazer da vida, e como várias crianças naquela idade, eu não tinha a mínima ideia do que queria ser”,  lembra ele. E o que um jovem que não recebera nenhuma orientação vocacional e que não sabia nada de profissão alguma poderia fazer? A resposta que ele encontrou terminou sendo muito útil em sua vida: me apoiei num universo inventado do cinema como minha referência. Era o que eu conhecia”.

Graças à enorme coincidência de sua família ter uma relação afetiva de longo prazo com a Marvel Comics, o jovem estudante esteve sempre atualizado no que se refere ao UCM, lembro que em quase todo grande lançamento de filme, ia com a minha família inteira para o cinema”. Talvez tenha sido por isso que sua resposta para a difícil questão “o que quero ser quando crescer?”, foi se apoiar no mundo fictício que lhe era tão comum..

Tony sendo Tony (“Homem de Ferro 2”, 2010)

Reprodução de: Clips de Filmes

O Homem de Ferro se tornou uma referência para seu primeiro sonho profissional que, com algum amadurecimento, o levou para seu atual curso: Engenharia Bioquímica. O caminho foi comprido, cheio de curvas fechadas e carregando na bagagem uma visão infantil do mundo. Por conta dos filmes do homem de ferro, um ricaço com vários carros, que manjava muito de mecânica e podia fazer qualquer coisa […] achei que seria legal seguir para a área da eletromecânica[…] Na época eu nem sabia o que isso fazia, para ser sincero. Pelo nome achei que ia me dar conhecimentos o suficiente para sair construindo um transformer (a inocência)”, conta.

No fim, o herói de armadura ocupou um espaço que estava vazio em meio a uma família predominantemente operando na área da saúde, “não ter ninguém próximo que fizesse o papel de exemplo foi bem amenizado por conta de um universo fictício onde eu pudesse espelhar”, completa. No fim, Tony Stark se tornou a necessária referência que levou Pedro a uma carreira nas exatas, o que se revelou a decisão certa: “depois de vários anos já no mercado de trabalho, por meio de testes de perfil, descobri que esse mesmo personagem que usei como referência, ilustra bem o perfil de carreira que quero seguir, faz com que eu pense que realmente foi bem útil como guia”.

Outro ponto onde o UCM tocou sua percepção sobre a vida profissional foi no que tange seu papel na engenharia e na indústria. De acordo com ele, as produções dos estúdios Marvel foram capazes de mudar, ampliar, sua concepção do que é necessário e requerido para atuar nessa área e de até onde sua imaginação pode ir. Em suas palavras, “os filmes da Marvel ampliaram o limite do que […], na área da engenharia, a indústria quer de você e do que é possível. Acho que dão um pouco mais de ideias na hora de usar o que você aprendeu, não só pelo que o mundo está pedindo de você, mas pelo que você quer.

Para além de sua decisão de profissão, os filmes representaram para Pedro também um enorme impacto em seu crescimento como pessoa, esses programas servem para cultivar a imaginação das crianças em fase de crescimento e tiveram papel importante na construção de valores positivos”.  Os personagens, como símbolos exacerbados de virtude, coragem, bondade, honestidade e outras tantas características positivas, na opinião do universitário, se tornam referências e educadores nos subconscientes dos expectadores.

“O trabalho de animar um universo que só existia nos quadrinhos foi algo como…. Ilustrar um sonho doido e todo cheio de ação. Isso, eu acho, desperta certa alegria e te dá animação quando você está em algum projeto pessoal. Como se você pudesse ver um pouco do seu sonho mais louco sendo ilustrado” 

                                                     

(Pedro Rossi)

Já para Ingrid Moraes, estudante de psicologia da Universidade Estadual da Feira de Santana, a influência do UCM se deu um momento diferente de sua vida acadêmica. Essa história começou com sua mãe, antes mesmo de os heróis saírem das páginas dos quadrinhos para as telas dos cinemas. Foi a senhora Moraes quem, lá em 2012, arrastou a filha para uma sessão de Vingadores e deu início a essa jornada. “Não conhecia até esse momento. Eu tinha 10 anos e foi quando comecei a acompanhar e daí não parei mais”, completa.

A animação que a jovem sentiu naquele momento só cresceu desde então. Em determinado ponto, se tornou a euforia que marcou cada encontro com outros fãs e cada conversa sobre os estúdios Marvel, “sempre que penso no MCU, eu fico extremamente animada […] é algo que eu realmente gosto”, conta. Todavia, não foram os momentos felizes que mais marcaram o vínculo entre a futura psicóloga e os filmes. As produções do estúdio se tornaram uma constante para Ingrid nos momentos difíceis, “eu encontrava conforto nas coisas que gostava de fazer e, principalmente nos filmes da Marvel”, lembra.

O valor simbólico que a universitária agregou à franquia veio com o apoio emocional que as histórias e personagens representaram durante um período conturbado de sua adolescência. Ela lembra das produções como um porto seguro, “eu sabia que quando fosse assistir os filmes, podia esquecer que tudo aquilo estava acontecendo”.

É por esse simbolismo que ela continuamente assiste e reassiste seus filmes favoritos e se apega a momentos que lhe trazem alguma forma de conforto. Como é o caso da cena em que o Hulk salva o Homem de Ferro no fim da batalha de Nova York, que para ela “sempre desperta uma sensação cômica”.

Em sua percepção, o impacto da Marvel está presente em seu cotidiano, seja despertando interesse, curiosidade e inspiração ou a motivando a enfrentar as dificuldades do dia a dia. O exemplo mais atual, e, também, um dos maiores, é “WandaVision” (2021), já que foi através da série que ela se viu onde está hoje: “hoje em dia, uma coisa em que eu tenho muito interesse […] é o luto […] é algo realmente que estou procurando estudar um pouco mais”.

Sessão de desabafo de Wanda (“WandaVision”, 2020)

Reprodução de: Mens Health

Por ser estudante de psicologia, Ingrid encontrou muitas ligações entre o que aprendia em sala de aula e o que a protagonista da obra enfrentava em sua jornada, principalmente no que se refere a como reagir à morte das pessoas amadas. Essa percepção rendeu um considerável interesse na área e o começo de uma pesquisa autônoma sobre “os efeitos do luto sobre a vida humana e a forma como as pessoas lidam com o luto”.  No momento, ela pretende terminar a graduação e dar seguimento em sua carreira acadêmica em uma pós-graduação focada na psicologia do luto.

Não para por aí. Se a dor da Wanda rendeu à futura psicóloga uma especialização, outro personagem, cuja história de superação “acabou mexendo mais comigo, foi Sam Wilson, o Falcão e, agora Capitão América”. A história do personagem, do menino negro, com origem humilde, morando em um estado sulista, que se torna um soldado especial do exército americano, um vingador e, agora, um símbolo de sua pátria, sem nunca abandonar suas ideias e sem nunca se abalar pelo que os outros pensam, é um grande exemplo no qual Ingrid escolheu se apoiar: “ver o que ele se tornou, a proporção que o trabalho dele como Falcão tomou dentro dos próprios filmes […] e o fato de que […] ele está sempre ali, preso em seus ideias, porque é algo que faz parte dele. Eu acho isso incrível e ele me inspira demais”.

“Eu acredito que a Marvel, apesar de ser algo bem cinematográfico, algo bem irreal, me ensinou a ter coragem para enfrentar meus problemas. Passei por uma série de complicações durante minha infância e adolescência, e eu precisava de coragem para enfrentar, não podia sucumbir àquilo. Então eu vi os heróis e as heroínas sendo corajosos e enfrentando essas coisas e, por ser pequena na época, por estar passando pelo processo de crescimento, eu pensava ‘eu tenho que ter coragem também, tenho de enfrentar meus problemas. Se os super-heróis podem enfrentar aliens, eu posso enfrentar o que está acontecendo comigo”

                                                     

(Ingrid Moraes)

Já para Ingrid Moraes, estudante de psicologia da Universidade Estadual da Feira de Santana, a influência do UCM se deu um momento diferente de sua vida acadêmica. Essa história começou com sua mãe, antes mesmo de os heróis saírem das páginas dos quadrinhos para as telas dos cinemas. Foi a senhora Moraes quem, lá em 2012, arrastou a filha para uma sessão de Vingadores e deu início a essa jornada. “Não conhecia até esse momento. Eu tinha 10 anos e foi quando comecei a acompanhar e daí não parei mais”, completa.

A animação que a jovem sentiu naquele momento só cresceu desde então. Em determinado ponto, se tornou a euforia que marcou cada encontro com outros fãs e cada conversa sobre os estúdios Marvel, “sempre que penso no MCU, eu fico extremamente animada […] é algo que eu realmente gosto”, conta. Todavia, não foram os momentos felizes que mais marcaram o vínculo entre a futura psicóloga e os filmes. As produções do estúdio se tornaram uma constante para Ingrid nos momentos difíceis, “eu encontrava conforto nas coisas que gostava de fazer e, principalmente nos filmes da Marvel”, lembra.

O valor simbólico que a universitária agregou à franquia veio com o apoio emocional que as histórias e personagens representaram durante um período conturbado de sua adolescência. Ela lembra das produções como um porto seguro, “eu sabia que quando fosse assistir os filmes, podia esquecer que tudo aquilo estava acontecendo”.

É por esse simbolismo que ela continuamente assiste e reassiste seus filmes favoritos e se apega a momentos que lhe trazem alguma forma de conforto. Como é o caso da cena em que o Hulk salva o Homem de Ferro no fim da batalha de Nova York, que para ela “sempre desperta uma sensação cômica”.

Em sua percepção, o impacto da Marvel está presente em seu cotidiano, seja despertando interesse, curiosidade e inspiração ou a motivando a enfrentar as dificuldades do dia a dia. O exemplo mais atual, e, também, um dos maiores, é “WandaVision” (2021), já que foi através da série que ela se viu onde está hoje: “hoje em dia, uma coisa em que eu tenho muito interesse […] é o luto […] é algo realmente que estou procurando estudar um pouco mais”.

Sessão de desabafo de Wanda (“WandaVision”, 2020)

Reprodução de: Mens Health

Por ser estudante de psicologia, Ingrid encontrou muitas ligações entre o que aprendia em sala de aula e o que a protagonista da obra enfrentava em sua jornada, principalmente no que se refere a como reagir à morte das pessoas amadas. Essa percepção rendeu um considerável interesse na área e o começo de uma pesquisa autônoma sobre “os efeitos do luto sobre a vida humana e a forma como as pessoas lidam com o luto”.  No momento, ela pretende terminar a graduação e dar seguimento em sua carreira acadêmica em uma pós-graduação focada na psicologia do luto.

Não para por aí. Se a dor da Wanda rendeu à futura psicóloga uma especialização, outro personagem, cuja história de superação “acabou mexendo mais comigo, foi Sam Wilson, o Falcão e, agora Capitão América”. A história do personagem, do menino negro, com origem humilde, morando em um estado sulista, que se torna um soldado especial do exército americano, um vingador e, agora, um símbolo de sua pátria, sem nunca abandonar suas ideias e sem nunca se abalar pelo que os outros pensam, é um grande exemplo no qual Ingrid escolheu se apoiar: “ver o que ele se tornou, a proporção que o trabalho dele como Falcão tomou dentro dos próprios filmes […] e o fato de que […] ele está sempre ali, preso em seus ideias, porque é algo que faz parte dele. Eu acho isso incrível e ele me inspira demais”.

“Eu acredito que a Marvel, apesar de ser algo bem cinematográfico, algo bem irreal, me ensinou a ter coragem para enfrentar meus problemas. Passei por uma série de complicações durante minha infância e adolescência, e eu precisava de coragem para enfrentar, não podia sucumbir àquilo. Então eu vi os heróis e as heroínas sendo corajosos e enfrentando essas coisas e, por ser pequena na época, por estar passando pelo processo de crescimento, eu pensava ‘eu tenho que ter coragem também, tenho de enfrentar meus problemas. Se os super-heróis podem enfrentar aliens, eu posso enfrentar o que está acontecendo comigo”

                                                     

(Ingrid Moraes)

E, na verdade, não precisa ser nada tão dramático quanto esses casos. Abrir uma empresa, ter um exemplo para ajudar seu filho, escolher sua profissão ou escolher uma especialização são casos estratosféricos do que a Marvel pode fazer na vida de alguém. O dia-a-dia dos fãs e críticos não é marcado por situações como essa. O tipo mais comum de motivação que a Marvel pode oferecer é o crescimento pessoal.

Ele esteve presente em todos as histórias até então apresentadas, mesmo que em segundo plano e, para outras pessoas, ele é a maior marca do que os filmes do estúdio podem se tornar.É o caso da Social Media goianiense Júlia Raquel Peixoto Souza. Ela conheceu o UCM através de seu pai, quando ainda era uma garotinha e, desde então, filmes de super-heróis são uma constante dose de serotonina diária, tendo, inclusive, tornado mais fácil de aguentar a pandemia da Covid-19.

Além de amparo paro os momentos difíceis, para ela “essas produções são um refúgio da realidade. […] ajudam a viver várias vidas em uma”. Sua maior referência no que se refere a se motivar a ser melhor é o Homem-Aranha. Com ele, Julia aprendeu que, apesar de todos os desafios, não se pode desistir e nem virar as costas para o mundo, “apesar de ter alguns momentos que ele pensa em desistir, ele volta a ser o amigão da vizinhança e continua ajudando as pessoas”, completa.

Para ela, as produções da Marvel Estúdios podem não ter sido responsáveis por uma mudança radical ou o início de algo grandioso, mas tiveram um simbolismo que, segundo crê, é tão grande quanto. Se não os tivesse em sua vida, perderia algumas de suas melhores lembranças e, também, teria seu estado emocional muito diferente do que é hoje.

Com certeza se eu não tivesse tido contato com esses universos eu seria uma pessoa bem triste.”

                                                     

(Júlia Raquel Peixoto)

E, na verdade, não precisa ser nada tão dramático quanto esses casos. Abrir uma empresa, ter um exemplo para ajudar seu filho, escolher sua profissão ou escolher uma especialização são casos estratosféricos do que a Marvel pode fazer na vida de alguém. O dia-a-dia dos fãs e críticos não é marcado por situações como essa. O tipo mais comum de motivação que a Marvel pode oferecer é o crescimento pessoal.

Ele esteve presente em todos as histórias até então apresentadas, mesmo que em segundo plano e, para outras pessoas, ele é a maior marca do que os filmes do estúdio podem se tornar.É o caso da Social Media goianiense Júlia Raquel Peixoto Souza. Ela conheceu o UCM através de seu pai, quando ainda era uma garotinha e, desde então, filmes de super-heróis são uma constante dose de serotonina diária, tendo, inclusive, tornado mais fácil de aguentar a pandemia da Covid-19.

Além de amparo paro os momentos difíceis, para ela “essas produções são um refúgio da realidade. […] ajudam a viver várias vidas em uma”. Sua maior referência no que se refere a se motivar a ser melhor é o Homem-Aranha. Com ele, Julia aprendeu que, apesar de todos os desafios, não se pode desistir e nem virar as costas para o mundo, “apesar de ter alguns momentos que ele pensa em desistir, ele volta a ser o amigão da vizinhança e continua ajudando as pessoas”, completa.

Para ela, as produções da Marvel Estúdios podem não ter sido responsáveis por uma mudança radical ou o início de algo grandioso, mas tiveram um simbolismo que, segundo crê, é tão grande quanto. Se não os tivesse em sua vida, perderia algumas de suas melhores lembranças e, também, teria seu estado emocional muito diferente do que é hoje.

Com certeza se eu não tivesse tido contato com esses universos eu seria uma pessoa bem triste.”

                                                     

(Júlia Raquel Peixoto)

Em cada exemplo acima, seja a nível pessoal, profissional ou acadêmico, o UCM significou uma forma de motivação. Seja superando desafios e momentos difíceis, se tornando uma pessoa melhor, encontrando uma forma de renda em algo que se ama, desvendando um novo interesse em um velho hábito, tendo na ficção um exemplo que guie para uma possível segurança ou por qualquer outro meio essas histórias e personagens se tornam caminhos a serem seguidos ou reflexos a serem procurados.

A JORNADA CONTINUA EM

Por último, mas não menos importante, há a última pedra a ser revelada na linha cronológica do UCM: a joia da Alma. Em seus poucos minutos de tela, a gema laranja foi o centro de duas das cenas mais dramáticas e revoltantes. Escondida em um planeta inóspito, guardada por um personagem que, até “Vingadores: Guerra Infinita” (“Avengers: Infinity War”, 2018), muitos acreditavam ter morrido em “Capitão América: o Primeiro Vingador” (“Capitain America: The First Avenger”, 2011) e preservada pela necessidade de um sacrifício que ceifou a vida de Gamora e de Natasha Romanoff.

Morte de Gamora (“Vingadores: Guerra Infinita”, 2018)

Reprodução de: Reddit

Morte de Natasha Romanoff (“Vingadores: Ultimato”, 2019)

Reprodução de: E-Pipoca

Parafraseando o Caveira Vermelha, “a alma tem um lugar especial em meio às joias do infinito, pode-se dizer que tem uma certa intuição. […] Para garantir que quem a possua entenda seu poder, a joia exige um sacrifício[…]”. No contexto desta reportagem, a alma será entendida como, por falta de palavra melhor, motivação. É nessa parte que se enquadram as pessoas que, ao menos uma vez, se viram mudando suas trajetórias de vida ou mesmo encontrando um caminho onde nunca haviam visto um graças a uma cena, um personagem ou produção do Estúdio Marvel.

Assim, a alma tem um lugar especial aqui também. Depois de ensinamento (realidade) e inspiração (mente), o terceiro tópico é aquele que reflete não apenas a interferência, mas as mudanças a nível individual. O tipo de mudança que pode ou não estar associado a algum sacrifício ou perda, mas que sempre é acompanhado pela coragem.

Seja escolhendo um curso de graduação ou pós-graduação, começando uma empresa ou dando a uma mãe um exemplo para seu filho, o universo da Marvel tem um grande potencial de mudar vidas. Se o impossível pode refletir o possível e provocar pensamentos com a capacidade de aprimorar o real, porque não pensar, então, que poderia oferecer novas perspectivas e até uma nova janela onde o multiverso fechou uma porta?

Ronaldo Vasques que o diga. O técnico de informática formado em análise de sistemas não se via como empreendedor, principalmente não na área de criar armaduras hiper-realistas para cosplay, mas Tony Stark (o Homem de Ferro) jogou pedrinhas em suas janelas, um chamado impossível de se ignorar. Essa foi a motivação necessária para a criação da RJV Cosmaker.

Claro que a história não é assim tão curta. De fato, até dez anos atrás a empresa especializada na criação de trajes vivos, com um carinho especial pelo homem de lata da Marvel não existia nem nos sonhos mais loucos de seu fundador e mesmo a mudança para o que se tornou hoje não pode ser descrita como proposital.  “Teve uma festa a fantasia e eu resolvi fazer um traje do Homem de Ferro, algo na época muito raro e difícil de fabricar”, lembra ele..

Algumas imagens do processo de criação da armadura que foi o primeiro passo na criação da RJV Cosmaker

Nosso personagem resolveu construir sua própria armadura. Sem se deixar abater pelas limitações tecnológicas do início da década de 2010, ele seguiu sua vontade e fez sucesso. Além de ganhar o concurso de fantasia, a posterior venda do traje na internet lhe rendeu uma nova noção do que podia alcançar com isso e – alerta de spoiler – era muito mais do que apenas um troféu de primeiro lugar, “vendeu muito rápido e as pessoas quiseram outros e vi ali uma oportunidade para fazer um extra”.

Apesar de ter começado como um trabalho a parte de sua vida real, o empreendimento a criatividade, o interesse e a inspiração jamais foram sido limitados. Desde o primeiro momento, Ronaldo foi investindo em outros personagens e produções, “vendo muitos trajes com cada vez mais variedade, mas nossa especialidade segue sendo o traje do Homem de Ferro”, conta.

Hoje, o que começou como uma brincadeira é sua profissão e principal fonte de renda. Tornar a ficção algo palpável é o que faz no seu dia-a-dia e o levou a se aperfeiçoar, “através dos anos nós fomos nos especializando, fazendo cursos. Aprendi a fazer pinturas, a trabalhar em diversos materiais”.

Isso não apenas mudou sua vida, mas tem um grande impacto sobre muitas outras pessoas. Suas armaduras, peças e fantasias são usadas por muitos grupos sociais que visitam, entre outras pessoas, idades e situações, crianças hospitalizadas, levando esperança e animo para quem mais precisa. Nas palavras de Ronaldo “é uma forma de elas [as crianças], se inspirarem um pouco com um herói favorito”.

O empresário sabe por experiência própria que os personagens podem terminar sendo muito mais do que um passatempo passageiro. Em alguns casos, principalmente para vulneráveis, os heróis podem virar “muito mais do que desenho e entretenimento, há um amor muito profundo”.

A empresa cresceu, evoluiu e se expandiu para contemplar outros universos fictícios e outros personagens. Assim, Ronaldo e sua equipe transformam a fantasia em realidade para centenas de fãs, além de para as muitas crianças, jovens e adultos, que recebem as ilustres visitas de seus heróis favoritos nos melhores e nos piores momento, criando um ciclo de inspiração e motivação.

O UCM, em especial o personagem Tony Stark, foi mais do que apenas centelha que deu início a sua empresa, nas palavras do empresário “Tony Stark com certeza é nossa inspiração”. A própria história de superação que levou Robert Downey do fundo do poço de Hollywood para o papel de Homem de Ferro, para o início da fase dourada dos estúdios Marvel e para a melhor momento da vida do ator, também é algo com o que Ronaldo aprendeu e fonte de motivação diária.

 “O ator que interpreta o Homem de Ferro tem uma história de vida muito marcante. Ele passou por momentos difíceis […] chegou no fundo do buraco e, a dez anos atrás, ele iniciou o UCM [….] e dali teve uma grande revolução na vida dele. […] Ele próprio mudou sua vida”

                                                   Ronaldo Vasques

Outro herói que ganhou seu respeito, assim como de muitos outros fãs ao redor do mundo, foi Chadwick Boseman. O ator sabia bem o impacto que seu personagem, um homem negro, rei do país mais rico e próspero do mundo (no UCM ao menos) e um super-herói que sempre escolheu fazer o certo e o justo, mesmo quando parecia uma escolha impossível, teria sobre as crianças e adolescentes negros. Foi uma grande perda, “o ator lamentavelmente partiu antes da hora. Ele era uma inspiração para os afrodescentes e continua sendo”

Mesmo doente, com dores e ciente de que precisava iniciar o tratamento ou poderia ser tarde demais, ele deu continuidade às gravações sem jamais reclamar ou mesmo dar sinais da doença. Sua morte foi um choque para muitas pessoas, independentemente da cor da pele ou do local de origem ou mesmo de ser ou não fã da Marvel. O ator faz falta no mundo real e no ficcional e será, para muitos (inclusive para essa que escreve), o eterno e perfeito Pantera Negra.

Ronaldo Vasques que o diga. O técnico de informática formado em análise de sistemas não se via como empreendedor, principalmente não na área de criar armaduras hiper-realistas para cosplay, mas Tony Stark (o Homem de Ferro) jogou pedrinhas em suas janelas, um chamado impossível de se ignorar. Essa foi a motivação necessária para a criação da RJV Cosmaker.

Claro que a história não é assim tão curta. De fato, até dez anos atrás a empresa especializada na criação de trajes vivos, com um carinho especial pelo homem de lata da Marvel não existia nem nos sonhos mais loucos de seu fundador e mesmo a mudança para o que se tornou hoje não pode ser descrita como proposital.  “Teve uma festa a fantasia e eu resolvi fazer um traje do Homem de Ferro, algo na época muito raro e difícil de fabricar”, lembra ele..

Algumas imagens do processo de criação da armadura que foi o primeiro passo na criação da RJV Cosmaker

Nosso personagem resolveu construir sua própria armadura. Sem se deixar abater pelas limitações tecnológicas do início da década de 2010, ele seguiu sua vontade e fez sucesso. Além de ganhar o concurso de fantasia, a posterior venda do traje na internet lhe rendeu uma nova noção do que podia alcançar com isso e – alerta de spoiler – era muito mais do que apenas um troféu de primeiro lugar, “vendeu muito rápido e as pessoas quiseram outros e vi ali uma oportunidade para fazer um extra”.

Apesar de ter começado como um trabalho a parte de sua vida real, o empreendimento a criatividade, o interesse e a inspiração jamais foram sido limitados. Desde o primeiro momento, Ronaldo foi investindo em outros personagens e produções, “vendo muitos trajes com cada vez mais variedade, mas nossa especialidade segue sendo o traje do Homem de Ferro”, conta.

Hoje, o que começou como uma brincadeira é sua profissão e principal fonte de renda. Tornar a ficção algo palpável é o que faz no seu dia-a-dia e o levou a se aperfeiçoar, “através dos anos nós fomos nos especializando, fazendo cursos. Aprendi a fazer pinturas, a trabalhar em diversos materiais”.

Isso não apenas mudou sua vida, mas tem um grande impacto sobre muitas outras pessoas. Suas armaduras, peças e fantasias são usadas por muitos grupos sociais que visitam, entre outras pessoas, idades e situações, crianças hospitalizadas, levando esperança e animo para quem mais precisa. Nas palavras de Ronaldo “é uma forma de elas [as crianças], se inspirarem um pouco com um herói favorito”.

O empresário sabe por experiência própria que os personagens podem terminar sendo muito mais do que um passatempo passageiro. Em alguns casos, principalmente para vulneráveis, os heróis podem virar “muito mais do que desenho e entretenimento, há um amor muito profundo”.

A empresa cresceu, evoluiu e se expandiu para contemplar outros universos fictícios e outros personagens. Assim, Ronaldo e sua equipe transformam a fantasia em realidade para centenas de fãs, além de para as muitas crianças, jovens e adultos, que recebem as ilustres visitas de seus heróis favoritos nos melhores e nos piores momento, criando um ciclo de inspiração e motivação.

 “O ator que interpreta o Homem de Ferro tem uma história de vida muito marcante. Ele passou por momentos difíceis […] chegou no fundo do buraco e, a dez anos atrás, ele iniciou o UCM [….] e dali teve uma grande revolução na vida dele. […] Ele próprio mudou sua vida”

                                                   Ronaldo Vasques

O UCM, em especial o personagem Tony Stark, foi mais do que apenas centelha que deu início a sua empresa, nas palavras do empresário “Tony Stark com certeza é nossa inspiração”. A própria história de superação que levou Robert Downey do fundo do poço de Hollywood para o papel de Homem de Ferro, para o início da fase dourada dos estúdios Marvel e para a melhor momento da vida do ator, também é algo com o que Ronaldo aprendeu e fonte de motivação diária.

Outro herói que ganhou seu respeito, assim como de muitos outros fãs ao redor do mundo, foi Chadwick Boseman. O ator sabia bem o impacto que seu personagem, um homem negro, rei do país mais rico e próspero do mundo (no UCM ao menos) e um super-herói que sempre escolheu fazer o certo e o justo, mesmo quando parecia uma escolha impossível, teria sobre as crianças e adolescentes negros. Foi uma grande perda, “o ator lamentavelmente partiu antes da hora. Ele era uma inspiração para os afrodescentes e continua sendo”

Mesmo doente, com dores e ciente de que precisava iniciar o tratamento ou poderia ser tarde demais, ele deu continuidade às gravações sem jamais reclamar ou mesmo dar sinais da doença. Sua morte foi um choque para muitas pessoas, independentemente da cor da pele ou do local de origem ou mesmo de ser ou não fã da Marvel. O ator faz falta no mundo real e no ficcional e será, para muitos (inclusive para essa que escreve), o eterno e perfeito Pantera Negra.

O Homem de Ferro e o Pantera Negra não foram, nem de longe, os únicos a se tornarem exemplos ou origem de motivação. Assim como o Pantera Negra se transformou num símbolo para toda uma parcela da sociedade, o Máquina de Combate também é um sinal de força e determinação para muitas crianças e seus pais.

Para quem não se lembra, James Rhodes esteve presente na Marvel desde o primeiro Homem de Ferro (“Iron Man”, 2008) (ainda que com uma pequena mudança de visual, sendo que nessa produção ele foi interpretado por Terrence Howard e, nas que seguiram, por Don Cheadle). Ele é um coronel do exército, o melhor amigo de Tony Stark e a segunda pessoa a efetivamente usar uma armadura a partir de Homem de Ferro 2.

James Rhodes, o Máquina de Combate

Reprodução de: Terra

Sua trajetória foi comprida, mas em 2015 o herói se tornou oficialmente um vingador a partir de uma das cenas pós-créditos de “Vingadores: Era de Ultron” (“Avengers: Age of Ulton”). Mas, no que se refere a esta reportagem, seu ponto mais importante se deu em 2016, durante a Guerra Civil. Como esperado, ele escolheu o lado de seu velho amigo, vestiu a camiseta do time Stark com orgulho e lutou com bravura. Infelizmente, alguns erros de cálculo o levaram a ser atingido em pleno voo por um de seus aliados, o Visão. O raio danificou a sua armadura e a consequente queda resultou em uma lesão em sua coluna.

O personagem perde então o movimento das pernas, a possibilidade de continuar com seu manto e mesmo seu posto no exército. Contudo, e independente das circunstâncias, lá estava ele na batalha de Wakanda em Guerra Infinita, não apenas andando, mas trajado como Máquina de Combate e lutando ao lado dos outros vingadores.

Rhodes conversa com Tony sobre sua deficiência (“Capitão América: Guerra Civil”, 2016)

Reprodução de: Heróis em Geral

Esse exemplo de superação exibido em telas gigantes ao redor do mundo, deram a mães e, mais importante, aos seus filhos, uma representação bem construída e digna da deficiência. Como Valerie Kalfrin muito bem coloca na manchete de uma coluna que escreveu para a Hollywood Reporter: Meu filho finalmente tem um herói como ele em ‘Vingadores: Guerra Infinita.

Valerie tem um filho de 12 anos que sofre de espinha bífida, uma condição congênita que, entre muitas consequências, pode causar paralisia. Por isso a criança tem de usar um conjunto de aparelhagens muito semelhantes aos utilizados pelo Máquina de Combate no filme. O reconhecimento e o exemplo de força foram e são muito importantes para a família Kalfrin, “ver Rhodey ao lado de Pantera Negra (Chadwick Boseman), Capitão América (Chris Evans) e os outros heróis me dá arrepios. É tão grande”.

Rhodes lutando na Batalha de Wakanda (“Vingadores: Guerra Infinita”, 2018)

Reprodução de: Tec Mundo

Para além disso, o que torna a aparição tão especial não é apenas a semelhança entre eles, mas a forma como foi tratada. Não é apenas o filho da escritora, ou ela própria, que pode se reconhecer no fato de que uma pessoa é muito mais do que as deficiências ou imperfeições que carrega.

“O filme não trata a deficiência como algo ‘diferente’, algo não compreendido ou digno de pena. Semelhante ao vencedor do Oscar ‘A Forma da Água’, mostra uma pessoa com deficiência valorizada por quem ela é, como ela é – não categorizada pelo que ela pode e não pode fazer.”

                                                     

(Valerie Kalfrin)

O Homem de Ferro e o Pantera Negra não foram, nem de longe, os únicos a se tornarem exemplos ou origem de motivação. Assim como o Pantera Negra se transformou num símbolo para toda uma parcela da sociedade, o Máquina de Combate também é um sinal de força e determinação para muitas crianças e seus pais.

Para quem não se lembra, James Rhodes esteve presente na Marvel desde o primeiro Homem de Ferro (“Iron Man”, 2008) (ainda que com uma pequena mudança de visual, sendo que nessa produção ele foi interpretado por Terrence Howard e, nas que seguiram, por Don Cheadle). Ele é um coronel do exército, o melhor amigo de Tony Stark e a segunda pessoa a efetivamente usar uma armadura a partir de Homem de Ferro 2.

James Rhodes, o Máquina de Combate

Reprodução de: Terra

Sua trajetória foi comprida, mas em 2015 o herói se tornou oficialmente um vingador a partir de uma das cenas pós-créditos de “Vingadores: Era de Ultron” (“Avengers: Age of Ulton”). Mas, no que se refere a esta reportagem, seu ponto mais importante se deu em 2016, durante a Guerra Civil. Como esperado, ele escolheu o lado de seu velho amigo, vestiu a camiseta do time Stark com orgulho e lutou com bravura. Infelizmente, alguns erros de cálculo o levaram a ser atingido em pleno voo por um de seus aliados, o Visão. O raio danificou a sua armadura e a consequente queda resultou em uma lesão em sua coluna.

O personagem perde então o movimento das pernas, a possibilidade de continuar com seu manto e mesmo seu posto no exército. Contudo, e independente das circunstâncias, lá estava ele na batalha de Wakanda em Guerra Infinita, não apenas andando, mas trajado como Máquina de Combate e lutando ao lado dos outros vingadores.

Rhodes conversa com Tony sobre sua deficiência (“Capitão América: Guerra Civil”, 2016)

Reprodução de: Heróis em Geral

Esse exemplo de superação exibido em telas gigantes ao redor do mundo, deram a mães e, mais importante, aos seus filhos, uma representação bem construída e digna da deficiência. Como Valerie Kalfrin muito bem coloca na manchete de uma coluna que escreveu para a Hollywood Reporter: Meu filho finalmente tem um herói como ele em ‘Vingadores: Guerra Infinita.

Valerie tem um filho de 12 anos que sofre de espinha bífida, uma condição congênita que, entre muitas consequências, pode causar paralisia. Por isso a criança tem de usar um conjunto de aparelhagens muito semelhantes aos utilizados pelo Máquina de Combate no filme. O reconhecimento e o exemplo de força foram e são muito importantes para a família Kalfrin, “ver Rhodey ao lado de Pantera Negra (Chadwick Boseman), Capitão América (Chris Evans) e os outros heróis me dá arrepios. É tão grande”.

Rhodes lutando na Batalha de Wakanda (“Vingadores: Guerra Infinita”, 2018)

Reprodução de: Tec Mundo

Para além disso, o que torna a aparição tão especial não é apenas a semelhança entre eles, mas a forma como foi tratada. Não é apenas o filho da escritora, ou ela própria, que pode se reconhecer no fato de que uma pessoa é muito mais do que as deficiências ou imperfeições que carrega.

“O filme não trata a deficiência como algo ‘diferente’, algo não compreendido ou digno de pena. Semelhante ao vencedor do Oscar ‘A Forma da Água’, mostra uma pessoa com deficiência valorizada por quem ela é, como ela é – não categorizada pelo que ela pode e não pode fazer.”

                                                     

(Valerie Kalfrin)

Saindo do mundo empresarial e pessoal, chega-se por fim à vida acadêmica. Mais do que inspiração para trabalhos ou pesquisas, o Universo Cinematográfico da Marvel abriu horizontes para alguns grandes fãs.

Pedro “Drisko” Rossi tinha 14 anos e estava indo para o último ano do ensino médio, quando seu pai o incentivou a fazer um curso técnico. “Foi na época, que comecei a me perguntar o que eu queria fazer da vida, e como várias crianças naquela idade, eu não tinha a mínima ideia do que queria ser”,  lembra ele. E o que um jovem que não recebera nenhuma orientação vocacional e que não sabia nada de profissão alguma poderia fazer? A resposta que ele encontrou terminou sendo muito útil em sua vida: me apoiei num universo inventado do cinema como minha referência. Era o que eu conhecia”.

Graças à enorme coincidência de sua família ter uma relação afetiva de longo prazo com a Marvel Comics, o jovem estudante esteve sempre atualizado no que se refere ao UCM, lembro que em quase todo grande lançamento de filme, ia com a minha família inteira para o cinema”. Talvez tenha sido por isso que sua resposta para a difícil questão “o que quero ser quando crescer?”, foi se apoiar no mundo fictício que lhe era tão comum..

Tony sendo Tony (“Homem de Ferro 2”, 2010)

Reprodução de: Clips de Filmes

O Homem de Ferro se tornou uma referência para seu primeiro sonho profissional que, com algum amadurecimento, o levou para seu atual curso: Engenharia Bioquímica. O caminho foi comprido, cheio de curvas fechadas e carregando na bagagem uma visão infantil do mundo. Por conta dos filmes do homem de ferro, um ricaço com vários carros, que manjava muito de mecânica e podia fazer qualquer coisa […] achei que seria legal seguir para a área da eletromecânica[…] Na época eu nem sabia o que isso fazia, para ser sincero. Pelo nome achei que ia me dar conhecimentos o suficiente para sair construindo um transformer (a inocência)”, conta.

No fim, o herói de armadura ocupou um espaço que estava vazio em meio a uma família predominantemente operando na área da saúde, “não ter ninguém próximo que fizesse o papel de exemplo foi bem amenizado por conta de um universo fictício onde eu pudesse espelhar”, completa. No fim, Tony Stark se tornou a necessária referência que levou Pedro a uma carreira nas exatas, o que se revelou a decisão certa: “depois de vários anos já no mercado de trabalho, por meio de testes de perfil, descobri que esse mesmo personagem que usei como referência, ilustra bem o perfil de carreira que quero seguir, faz com que eu pense que realmente foi bem útil como guia”.

Outro ponto onde o UCM tocou sua percepção sobre a vida profissional foi no que tange seu papel na engenharia e na indústria. De acordo com ele, as produções dos estúdios Marvel foram capazes de mudar, ampliar, sua concepção do que é necessário e requerido para atuar nessa área e de até onde sua imaginação pode ir. Em suas palavras, “os filmes da Marvel ampliaram o limite do que […], na área da engenharia, a indústria quer de você e do que é possível. Acho que dão um pouco mais de ideias na hora de usar o que você aprendeu, não só pelo que o mundo está pedindo de você, mas pelo que você quer.

Para além de sua decisão de profissão, os filmes representaram para Pedro também um enorme impacto em seu crescimento como pessoa, esses programas servem para cultivar a imaginação das crianças em fase de crescimento e tiveram papel importante na construção de valores positivos”.  Os personagens, como símbolos exacerbados de virtude, coragem, bondade, honestidade e outras tantas características positivas, na opinião do universitário, se tornam referências e educadores nos subconscientes dos expectadores.

“O trabalho de animar um universo que só existia nos quadrinhos foi algo como…. Ilustrar um sonho doido e todo cheio de ação. Isso, eu acho, desperta certa alegria e te dá animação quando você está em algum projeto pessoal. Como se você pudesse ver um pouco do seu sonho mais louco sendo ilustrado” 

                                                     

(Pedro Rossi)

Saindo do mundo empresarial e pessoal, chega-se por fim à vida acadêmica. Mais do que inspiração para trabalhos ou pesquisas, o Universo Cinematográfico da Marvel abriu horizontes para alguns grandes fãs.

Pedro “Drisko” Rossi tinha 14 anos e estava indo para o último ano do ensino médio, quando seu pai o incentivou a fazer um curso técnico. “Foi na época, que comecei a me perguntar o que eu queria fazer da vida, e como várias crianças naquela idade, eu não tinha a mínima ideia do que queria ser”,  lembra ele. E o que um jovem que não recebera nenhuma orientação vocacional e que não sabia nada de profissão alguma poderia fazer? A resposta que ele encontrou terminou sendo muito útil em sua vida: me apoiei num universo inventado do cinema como minha referência. Era o que eu conhecia”.

Graças à enorme coincidência de sua família ter uma relação afetiva de longo prazo com a Marvel Comics, o jovem estudante esteve sempre atualizado no que se refere ao UCM, lembro que em quase todo grande lançamento de filme, ia com a minha família inteira para o cinema”. Talvez tenha sido por isso que sua resposta para a difícil questão “o que quero ser quando crescer?”, foi se apoiar no mundo fictício que lhe era tão comum..

Tony sendo Tony (“Homem de Ferro 2”, 2010)

Reprodução de: Clips de Filmes

O Homem de Ferro se tornou uma referência para seu primeiro sonho profissional que, com algum amadurecimento, o levou para seu atual curso: Engenharia Bioquímica. O caminho foi comprido, cheio de curvas fechadas e carregando na bagagem uma visão infantil do mundo. Por conta dos filmes do homem de ferro, um ricaço com vários carros, que manjava muito de mecânica e podia fazer qualquer coisa […] achei que seria legal seguir para a área da eletromecânica[…] Na época eu nem sabia o que isso fazia, para ser sincero. Pelo nome achei que ia me dar conhecimentos o suficiente para sair construindo um transformer (a inocência)”, conta.

No fim, o herói de armadura ocupou um espaço que estava vazio em meio a uma família predominantemente operando na área da saúde, “não ter ninguém próximo que fizesse o papel de exemplo foi bem amenizado por conta de um universo fictício onde eu pudesse espelhar”, completa. No fim, Tony Stark se tornou a necessária referência que levou Pedro a uma carreira nas exatas, o que se revelou a decisão certa: “depois de vários anos já no mercado de trabalho, por meio de testes de perfil, descobri que esse mesmo personagem que usei como referência, ilustra bem o perfil de carreira que quero seguir, faz com que eu pense que realmente foi bem útil como guia”.

Outro ponto onde o UCM tocou sua percepção sobre a vida profissional foi no que tange seu papel na engenharia e na indústria. De acordo com ele, as produções dos estúdios Marvel foram capazes de mudar, ampliar, sua concepção do que é necessário e requerido para atuar nessa área e de até onde sua imaginação pode ir. Em suas palavras, “os filmes da Marvel ampliaram o limite do que […], na área da engenharia, a indústria quer de você e do que é possível. Acho que dão um pouco mais de ideias na hora de usar o que você aprendeu, não só pelo que o mundo está pedindo de você, mas pelo que você quer.

Para além de sua decisão de profissão, os filmes representaram para Pedro também um enorme impacto em seu crescimento como pessoa, esses programas servem para cultivar a imaginação das crianças em fase de crescimento e tiveram papel importante na construção de valores positivos”.  Os personagens, como símbolos exacerbados de virtude, coragem, bondade, honestidade e outras tantas características positivas, na opinião do universitário, se tornam referências e educadores nos subconscientes dos expectadores.

“O trabalho de animar um universo que só existia nos quadrinhos foi algo como…. Ilustrar um sonho doido e todo cheio de ação. Isso, eu acho, desperta certa alegria e te dá animação quando você está em algum projeto pessoal. Como se você pudesse ver um pouco do seu sonho mais louco sendo ilustrado” 

                                                     

(Pedro Rossi)

Já para Ingrid Moraes, estudante de psicologia da Universidade Estadual da Feira de Santana, a influência do UCM se deu um momento diferente de sua vida acadêmica. Essa história começou com sua mãe, antes mesmo de os heróis saírem das páginas dos quadrinhos para as telas dos cinemas. Foi a senhora Moraes quem, lá em 2012, arrastou a filha para uma sessão de Vingadores e deu início a essa jornada. “Não conhecia até esse momento. Eu tinha 10 anos e foi quando comecei a acompanhar e daí não parei mais”, completa.

A animação que a jovem sentiu naquele momento só cresceu desde então. Em determinado ponto, se tornou a euforia que marcou cada encontro com outros fãs e cada conversa sobre os estúdios Marvel, “sempre que penso no MCU, eu fico extremamente animada […] é algo que eu realmente gosto”, conta. Todavia, não foram os momentos felizes que mais marcaram o vínculo entre a futura psicóloga e os filmes. As produções do estúdio se tornaram uma constante para Ingrid nos momentos difíceis, “eu encontrava conforto nas coisas que gostava de fazer e, principalmente nos filmes da Marvel”, lembra.

O valor simbólico que a universitária agregou à franquia veio com o apoio emocional que as histórias e personagens representaram durante um período conturbado de sua adolescência. Ela lembra das produções como um porto seguro, “eu sabia que quando fosse assistir os filmes, podia esquecer que tudo aquilo estava acontecendo”.

É por esse simbolismo que ela continuamente assiste e reassiste seus filmes favoritos e se apega a momentos que lhe trazem alguma forma de conforto. Como é o caso da cena em que o Hulk salva o Homem de Ferro no fim da batalha de Nova York, que para ela “sempre desperta uma sensação cômica”.

Em sua percepção, o impacto da Marvel está presente em seu cotidiano, seja despertando interesse, curiosidade e inspiração ou a motivando a enfrentar as dificuldades do dia a dia. O exemplo mais atual, e, também, um dos maiores, é “WandaVision” (2021), já que foi através da série que ela se viu onde está hoje: “hoje em dia, uma coisa em que eu tenho muito interesse […] é o luto […] é algo realmente que estou procurando estudar um pouco mais”.

Sessão de desabafo de Wanda (“WandaVision”, 2020)

Reprodução de: Mens Health

Por ser estudante de psicologia, Ingrid encontrou muitas ligações entre o que aprendia em sala de aula e o que a protagonista da obra enfrentava em sua jornada, principalmente no que se refere a como reagir à morte das pessoas amadas. Essa percepção rendeu um considerável interesse na área e o começo de uma pesquisa autônoma sobre “os efeitos do luto sobre a vida humana e a forma como as pessoas lidam com o luto”.  No momento, ela pretende terminar a graduação e dar seguimento em sua carreira acadêmica em uma pós-graduação focada na psicologia do luto.

Não para por aí. Se a dor da Wanda rendeu à futura psicóloga uma especialização, outro personagem, cuja história de superação “acabou mexendo mais comigo, foi Sam Wilson, o Falcão e, agora Capitão América”. A história do personagem, do menino negro, com origem humilde, morando em um estado sulista, que se torna um soldado especial do exército americano, um vingador e, agora, um símbolo de sua pátria, sem nunca abandonar suas ideias e sem nunca se abalar pelo que os outros pensam, é um grande exemplo no qual Ingrid escolheu se apoiar: “ver o que ele se tornou, a proporção que o trabalho dele como Falcão tomou dentro dos próprios filmes […] e o fato de que […] ele está sempre ali, preso em seus ideias, porque é algo que faz parte dele. Eu acho isso incrível e ele me inspira demais”.

“Eu acredito que a Marvel, apesar de ser algo bem cinematográfico, algo bem irreal, me ensinou a ter coragem para enfrentar meus problemas. Passei por uma série de complicações durante minha infância e adolescência, e eu precisava de coragem para enfrentar, não podia sucumbir àquilo. Então eu vi os heróis e as heroínas sendo corajosos e enfrentando essas coisas e, por ser pequena na época, por estar passando pelo processo de crescimento, eu pensava ‘eu tenho que ter coragem também, tenho de enfrentar meus problemas. Se os super-heróis podem enfrentar aliens, eu posso enfrentar o que está acontecendo comigo”

                                                     

(Ingrid Moraes)

Já para Ingrid Moraes, estudante de psicologia da Universidade Estadual da Feira de Santana, a influência do UCM se deu um momento diferente de sua vida acadêmica. Essa história começou com sua mãe, antes mesmo de os heróis saírem das páginas dos quadrinhos para as telas dos cinemas. Foi a senhora Moraes quem, lá em 2012, arrastou a filha para uma sessão de Vingadores e deu início a essa jornada. “Não conhecia até esse momento. Eu tinha 10 anos e foi quando comecei a acompanhar e daí não parei mais”, completa.

A animação que a jovem sentiu naquele momento só cresceu desde então. Em determinado ponto, se tornou a euforia que marcou cada encontro com outros fãs e cada conversa sobre os estúdios Marvel, “sempre que penso no MCU, eu fico extremamente animada […] é algo que eu realmente gosto”, conta. Todavia, não foram os momentos felizes que mais marcaram o vínculo entre a futura psicóloga e os filmes. As produções do estúdio se tornaram uma constante para Ingrid nos momentos difíceis, “eu encontrava conforto nas coisas que gostava de fazer e, principalmente nos filmes da Marvel”, lembra.

O valor simbólico que a universitária agregou à franquia veio com o apoio emocional que as histórias e personagens representaram durante um período conturbado de sua adolescência. Ela lembra das produções como um porto seguro, “eu sabia que quando fosse assistir os filmes, podia esquecer que tudo aquilo estava acontecendo”.

É por esse simbolismo que ela continuamente assiste e reassiste seus filmes favoritos e se apega a momentos que lhe trazem alguma forma de conforto. Como é o caso da cena em que o Hulk salva o Homem de Ferro no fim da batalha de Nova York, que para ela “sempre desperta uma sensação cômica”.

Em sua percepção, o impacto da Marvel está presente em seu cotidiano, seja despertando interesse, curiosidade e inspiração ou a motivando a enfrentar as dificuldades do dia a dia. O exemplo mais atual, e, também, um dos maiores, é “WandaVision” (2021), já que foi através da série que ela se viu onde está hoje: “hoje em dia, uma coisa em que eu tenho muito interesse […] é o luto […] é algo realmente que estou procurando estudar um pouco mais”.

Sessão de desabafo de Wanda (“WandaVision”, 2020)

Reprodução de: Mens Health

Por ser estudante de psicologia, Ingrid encontrou muitas ligações entre o que aprendia em sala de aula e o que a protagonista da obra enfrentava em sua jornada, principalmente no que se refere a como reagir à morte das pessoas amadas. Essa percepção rendeu um considerável interesse na área e o começo de uma pesquisa autônoma sobre “os efeitos do luto sobre a vida humana e a forma como as pessoas lidam com o luto”.  No momento, ela pretende terminar a graduação e dar seguimento em sua carreira acadêmica em uma pós-graduação focada na psicologia do luto.

Não para por aí. Se a dor da Wanda rendeu à futura psicóloga uma especialização, outro personagem, cuja história de superação “acabou mexendo mais comigo, foi Sam Wilson, o Falcão e, agora Capitão América”. A história do personagem, do menino negro, com origem humilde, morando em um estado sulista, que se torna um soldado especial do exército americano, um vingador e, agora, um símbolo de sua pátria, sem nunca abandonar suas ideias e sem nunca se abalar pelo que os outros pensam, é um grande exemplo no qual Ingrid escolheu se apoiar: “ver o que ele se tornou, a proporção que o trabalho dele como Falcão tomou dentro dos próprios filmes […] e o fato de que […] ele está sempre ali, preso em seus ideias, porque é algo que faz parte dele. Eu acho isso incrível e ele me inspira demais”.

“Eu acredito que a Marvel, apesar de ser algo bem cinematográfico, algo bem irreal, me ensinou a ter coragem para enfrentar meus problemas. Passei por uma série de complicações durante minha infância e adolescência, e eu precisava de coragem para enfrentar, não podia sucumbir àquilo. Então eu vi os heróis e as heroínas sendo corajosos e enfrentando essas coisas e, por ser pequena na época, por estar passando pelo processo de crescimento, eu pensava ‘eu tenho que ter coragem também, tenho de enfrentar meus problemas. Se os super-heróis podem enfrentar aliens, eu posso enfrentar o que está acontecendo comigo”

                                                     

(Ingrid Moraes)

E, na verdade, não precisa ser nada tão dramático quanto esses casos. Abrir uma empresa, ter um exemplo para ajudar seu filho, escolher sua profissão ou escolher uma especialização são casos estratosféricos do que a Marvel pode fazer na vida de alguém. O dia-a-dia dos fãs e críticos não é marcado por situações como essa. O tipo mais comum de motivação que a Marvel pode oferecer é o crescimento pessoal.

Ele esteve presente em todos as histórias até então apresentadas, mesmo que em segundo plano e, para outras pessoas, ele é a maior marca do que os filmes do estúdio podem se tornar.É o caso da Social Media goianiense Júlia Raquel Peixoto Souza. Ela conheceu o UCM através de seu pai, quando ainda era uma garotinha e, desde então, filmes de super-heróis são uma constante dose de serotonina diária, tendo, inclusive, tornado mais fácil de aguentar a pandemia da Covid-19.

Além de amparo paro os momentos difíceis, para ela “essas produções são um refúgio da realidade. […] ajudam a viver várias vidas em uma”. Sua maior referência no que se refere a se motivar a ser melhor é o Homem-Aranha. Com ele, Julia aprendeu que, apesar de todos os desafios, não se pode desistir e nem virar as costas para o mundo, “apesar de ter alguns momentos que ele pensa em desistir, ele volta a ser o amigão da vizinhança e continua ajudando as pessoas”, completa.

Para ela, as produções da Marvel Estúdios podem não ter sido responsáveis por uma mudança radical ou o início de algo grandioso, mas tiveram um simbolismo que, segundo crê, é tão grande quanto. Se não os tivesse em sua vida, perderia algumas de suas melhores lembranças e, também, teria seu estado emocional muito diferente do que é hoje.

Com certeza se eu não tivesse tido contato com esses universos eu seria uma pessoa bem triste.”

                                                     

(Júlia Raquel Peixoto)

E, na verdade, não precisa ser nada tão dramático quanto esses casos. Abrir uma empresa, ter um exemplo para ajudar seu filho, escolher sua profissão ou escolher uma especialização são casos estratosféricos do que a Marvel pode fazer na vida de alguém. O dia-a-dia dos fãs e críticos não é marcado por situações como essa. O tipo mais comum de motivação que a Marvel pode oferecer é o crescimento pessoal.

Ele esteve presente em todos as histórias até então apresentadas, mesmo que em segundo plano e, para outras pessoas, ele é a maior marca do que os filmes do estúdio podem se tornar.É o caso da Social Media goianiense Júlia Raquel Peixoto Souza. Ela conheceu o UCM através de seu pai, quando ainda era uma garotinha e, desde então, filmes de super-heróis são uma constante dose de serotonina diária, tendo, inclusive, tornado mais fácil de aguentar a pandemia da Covid-19.

Além de amparo paro os momentos difíceis, para ela “essas produções são um refúgio da realidade. […] ajudam a viver várias vidas em uma”. Sua maior referência no que se refere a se motivar a ser melhor é o Homem-Aranha. Com ele, Julia aprendeu que, apesar de todos os desafios, não se pode desistir e nem virar as costas para o mundo, “apesar de ter alguns momentos que ele pensa em desistir, ele volta a ser o amigão da vizinhança e continua ajudando as pessoas”, completa.

Para ela, as produções da Marvel Estúdios podem não ter sido responsáveis por uma mudança radical ou o início de algo grandioso, mas tiveram um simbolismo que, segundo crê, é tão grande quanto. Se não os tivesse em sua vida, perderia algumas de suas melhores lembranças e, também, teria seu estado emocional muito diferente do que é hoje.

Com certeza se eu não tivesse tido contato com esses universos eu seria uma pessoa bem triste.”

                                                     

(Júlia Raquel Peixoto)

Ronaldo Vasques que o diga. O técnico de informática formado em análise de sistemas não se via como empreendedor, principalmente não na área de criar armaduras hiper-realistas para cosplay, mas Tony Stark (o Homem de Ferro) jogou pedrinhas em suas janelas, um chamado impossível de se ignorar. Essa foi a motivação necessária para a criação da RJV Cosmaker.

Claro que a história não é assim tão curta. De fato, até dez anos atrás a empresa especializada na criação de trajes vivos, com um carinho especial pelo homem de lata da Marvel não existia nem nos sonhos mais loucos de seu fundador e mesmo a mudança para o que se tornou hoje não pode ser descrita como proposital.  “Teve uma festa a fantasia e eu resolvi fazer um traje do Homem de Ferro, algo na época muito raro e difícil de fabricar”, lembra ele..

Algumas imagens do processo de criação da armadura que foi o primeiro passo na criação da RJV Cosmaker

Nosso personagem resolveu construir sua própria armadura. Sem se deixar abater pelas limitações tecnológicas do início da década de 2010, ele seguiu sua vontade e fez sucesso. Além de ganhar o concurso de fantasia, a posterior venda do traje na internet lhe rendeu uma nova noção do que podia alcançar com isso e – alerta de spoiler – era muito mais do que apenas um troféu de primeiro lugar, “vendeu muito rápido e as pessoas quiseram outros e vi ali uma oportunidade para fazer um extra”.

Apesar de ter começado como um trabalho a parte de sua vida real, o empreendimento a criatividade, o interesse e a inspiração jamais foram sido limitados. Desde o primeiro momento, Ronaldo foi investindo em outros personagens e produções, “vendo muitos trajes com cada vez mais variedade, mas nossa especialidade segue sendo o traje do Homem de Ferro”, conta.

Hoje, o que começou como uma brincadeira é sua profissão e principal fonte de renda. Tornar a ficção algo palpável é o que faz no seu dia-a-dia e o levou a se aperfeiçoar, “através dos anos nós fomos nos especializando, fazendo cursos. Aprendi a fazer pinturas, a trabalhar em diversos materiais”.

Isso não apenas mudou sua vida, mas tem um grande impacto sobre muitas outras pessoas. Suas armaduras, peças e fantasias são usadas por muitos grupos sociais que visitam, entre outras pessoas, idades e situações, crianças hospitalizadas, levando esperança e animo para quem mais precisa. Nas palavras de Ronaldo “é uma forma de elas [as crianças], se inspirarem um pouco com um herói favorito”.

O empresário sabe por experiência própria que os personagens podem terminar sendo muito mais do que um passatempo passageiro. Em alguns casos, principalmente para vulneráveis, os heróis podem virar “muito mais do que desenho e entretenimento, há um amor muito profundo”.

A empresa cresceu, evoluiu e se expandiu para contemplar outros universos fictícios e outros personagens. Assim, Ronaldo e sua equipe transformam a fantasia em realidade para centenas de fãs, além de para as muitas crianças, jovens e adultos, que recebem as ilustres visitas de seus heróis favoritos nos melhores e nos piores momento, criando um ciclo de inspiração e motivação.

O UCM, em especial o personagem Tony Stark, foi mais do que apenas centelha que deu início a sua empresa, nas palavras do empresário “Tony Stark com certeza é nossa inspiração”. A própria história de superação que levou Robert Downey do fundo do poço de Hollywood para o papel de Homem de Ferro, para o início da fase dourada dos estúdios Marvel e para a melhor momento da vida do ator, também é algo com o que Ronaldo aprendeu e fonte de motivação diária.

 “O ator que interpreta o Homem de Ferro tem uma história de vida muito marcante. Ele passou por momentos difíceis […] chegou no fundo do buraco e, a dez anos atrás, ele iniciou o UCM [….] e dali teve uma grande revolução na vida dele. […] Ele próprio mudou sua vida”

                                                   Ronaldo Vasques

Outro herói que ganhou seu respeito, assim como de muitos outros fãs ao redor do mundo, foi Chadwick Boseman. O ator sabia bem o impacto que seu personagem, um homem negro, rei do país mais rico e próspero do mundo (no UCM ao menos) e um super-herói que sempre escolheu fazer o certo e o justo, mesmo quando parecia uma escolha impossível, teria sobre as crianças e adolescentes negros. Foi uma grande perda, “o ator lamentavelmente partiu antes da hora. Ele era uma inspiração para os afrodescentes e continua sendo”

Mesmo doente, com dores e ciente de que precisava iniciar o tratamento ou poderia ser tarde demais, ele deu continuidade às gravações sem jamais reclamar ou mesmo dar sinais da doença. Sua morte foi um choque para muitas pessoas, independentemente da cor da pele ou do local de origem ou mesmo de ser ou não fã da Marvel. O ator faz falta no mundo real e no ficcional e será, para muitos (inclusive para essa que escreve), o eterno e perfeito Pantera Negra.

Ronaldo Vasques que o diga. O técnico de informática formado em análise de sistemas não se via como empreendedor, principalmente não na área de criar armaduras hiper-realistas para cosplay, mas Tony Stark (o Homem de Ferro) jogou pedrinhas em suas janelas, um chamado impossível de se ignorar. Essa foi a motivação necessária para a criação da RJV Cosmaker.

Claro que a história não é assim tão curta. De fato, até dez anos atrás a empresa especializada na criação de trajes vivos, com um carinho especial pelo homem de lata da Marvel não existia nem nos sonhos mais loucos de seu fundador e mesmo a mudança para o que se tornou hoje não pode ser descrita como proposital.  “Teve uma festa a fantasia e eu resolvi fazer um traje do Homem de Ferro, algo na época muito raro e difícil de fabricar”, lembra ele..

Algumas imagens do processo de criação da armadura que foi o primeiro passo na criação da RJV Cosmaker

Nosso personagem resolveu construir sua própria armadura. Sem se deixar abater pelas limitações tecnológicas do início da década de 2010, ele seguiu sua vontade e fez sucesso. Além de ganhar o concurso de fantasia, a posterior venda do traje na internet lhe rendeu uma nova noção do que podia alcançar com isso e – alerta de spoiler – era muito mais do que apenas um troféu de primeiro lugar, “vendeu muito rápido e as pessoas quiseram outros e vi ali uma oportunidade para fazer um extra”.

Apesar de ter começado como um trabalho a parte de sua vida real, o empreendimento a criatividade, o interesse e a inspiração jamais foram sido limitados. Desde o primeiro momento, Ronaldo foi investindo em outros personagens e produções, “vendo muitos trajes com cada vez mais variedade, mas nossa especialidade segue sendo o traje do Homem de Ferro”, conta.

Hoje, o que começou como uma brincadeira é sua profissão e principal fonte de renda. Tornar a ficção algo palpável é o que faz no seu dia-a-dia e o levou a se aperfeiçoar, “através dos anos nós fomos nos especializando, fazendo cursos. Aprendi a fazer pinturas, a trabalhar em diversos materiais”.

Isso não apenas mudou sua vida, mas tem um grande impacto sobre muitas outras pessoas. Suas armaduras, peças e fantasias são usadas por muitos grupos sociais que visitam, entre outras pessoas, idades e situações, crianças hospitalizadas, levando esperança e animo para quem mais precisa. Nas palavras de Ronaldo “é uma forma de elas [as crianças], se inspirarem um pouco com um herói favorito”.

O empresário sabe por experiência própria que os personagens podem terminar sendo muito mais do que um passatempo passageiro. Em alguns casos, principalmente para vulneráveis, os heróis podem virar “muito mais do que desenho e entretenimento, há um amor muito profundo”.

A empresa cresceu, evoluiu e se expandiu para contemplar outros universos fictícios e outros personagens. Assim, Ronaldo e sua equipe transformam a fantasia em realidade para centenas de fãs, além de para as muitas crianças, jovens e adultos, que recebem as ilustres visitas de seus heróis favoritos nos melhores e nos piores momento, criando um ciclo de inspiração e motivação.

 “O ator que interpreta o Homem de Ferro tem uma história de vida muito marcante. Ele passou por momentos difíceis […] chegou no fundo do buraco e, a dez anos atrás, ele iniciou o UCM [….] e dali teve uma grande revolução na vida dele. […] Ele próprio mudou sua vida”

                                                   Ronaldo Vasques

O UCM, em especial o personagem Tony Stark, foi mais do que apenas centelha que deu início a sua empresa, nas palavras do empresário “Tony Stark com certeza é nossa inspiração”. A própria história de superação que levou Robert Downey do fundo do poço de Hollywood para o papel de Homem de Ferro, para o início da fase dourada dos estúdios Marvel e para a melhor momento da vida do ator, também é algo com o que Ronaldo aprendeu e fonte de motivação diária.

Outro herói que ganhou seu respeito, assim como de muitos outros fãs ao redor do mundo, foi Chadwick Boseman. O ator sabia bem o impacto que seu personagem, um homem negro, rei do país mais rico e próspero do mundo (no UCM ao menos) e um super-herói que sempre escolheu fazer o certo e o justo, mesmo quando parecia uma escolha impossível, teria sobre as crianças e adolescentes negros. Foi uma grande perda, “o ator lamentavelmente partiu antes da hora. Ele era uma inspiração para os afrodescentes e continua sendo”

Mesmo doente, com dores e ciente de que precisava iniciar o tratamento ou poderia ser tarde demais, ele deu continuidade às gravações sem jamais reclamar ou mesmo dar sinais da doença. Sua morte foi um choque para muitas pessoas, independentemente da cor da pele ou do local de origem ou mesmo de ser ou não fã da Marvel. O ator faz falta no mundo real e no ficcional e será, para muitos (inclusive para essa que escreve), o eterno e perfeito Pantera Negra.

O Homem de Ferro e o Pantera Negra não foram, nem de longe, os únicos a se tornarem exemplos ou origem de motivação. Assim como o Pantera Negra se transformou num símbolo para toda uma parcela da sociedade, o Máquina de Combate também é um sinal de força e determinação para muitas crianças e seus pais.

Para quem não se lembra, James Rhodes esteve presente na Marvel desde o primeiro Homem de Ferro (“Iron Man”, 2008) (ainda que com uma pequena mudança de visual, sendo que nessa produção ele foi interpretado por Terrence Howard e, nas que seguiram, por Don Cheadle). Ele é um coronel do exército, o melhor amigo de Tony Stark e a segunda pessoa a efetivamente usar uma armadura a partir de Homem de Ferro 2.

James Rhodes, o Máquina de Combate

Reprodução de: Terra

Sua trajetória foi comprida, mas em 2015 o herói se tornou oficialmente um vingador a partir de uma das cenas pós-créditos de “Vingadores: Era de Ultron” (“Avengers: Age of Ulton”). Mas, no que se refere a esta reportagem, seu ponto mais importante se deu em 2016, durante a Guerra Civil. Como esperado, ele escolheu o lado de seu velho amigo, vestiu a camiseta do time Stark com orgulho e lutou com bravura. Infelizmente, alguns erros de cálculo o levaram a ser atingido em pleno voo por um de seus aliados, o Visão. O raio danificou a sua armadura e a consequente queda resultou em uma lesão em sua coluna.

O personagem perde então o movimento das pernas, a possibilidade de continuar com seu manto e mesmo seu posto no exército. Contudo, e independente das circunstâncias, lá estava ele na batalha de Wakanda em Guerra Infinita, não apenas andando, mas trajado como Máquina de Combate e lutando ao lado dos outros vingadores.

Rhodes conversa com Tony sobre sua deficiência (“Capitão América: Guerra Civil”, 2016)

Reprodução de: Heróis em Geral

Esse exemplo de superação exibido em telas gigantes ao redor do mundo, deram a mães e, mais importante, aos seus filhos, uma representação bem construída e digna da deficiência. Como Valerie Kalfrin muito bem coloca na manchete de uma coluna que escreveu para a Hollywood Reporter: Meu filho finalmente tem um herói como ele em ‘Vingadores: Guerra Infinita.

Valerie tem um filho de 12 anos que sofre de espinha bífida, uma condição congênita que, entre muitas consequências, pode causar paralisia. Por isso a criança tem de usar um conjunto de aparelhagens muito semelhantes aos utilizados pelo Máquina de Combate no filme. O reconhecimento e o exemplo de força foram e são muito importantes para a família Kalfrin, “ver Rhodey ao lado de Pantera Negra (Chadwick Boseman), Capitão América (Chris Evans) e os outros heróis me dá arrepios. É tão grande”.

Rhodes lutando na Batalha de Wakanda (“Vingadores: Guerra Infinita”, 2018)

Reprodução de: Tec Mundo

Para além disso, o que torna a aparição tão especial não é apenas a semelhança entre eles, mas a forma como foi tratada. Não é apenas o filho da escritora, ou ela própria, que pode se reconhecer no fato de que uma pessoa é muito mais do que as deficiências ou imperfeições que carrega.

“O filme não trata a deficiência como algo ‘diferente’, algo não compreendido ou digno de pena. Semelhante ao vencedor do Oscar ‘A Forma da Água’, mostra uma pessoa com deficiência valorizada por quem ela é, como ela é – não categorizada pelo que ela pode e não pode fazer.”

                                                     

(Valerie Kalfrin)

O Homem de Ferro e o Pantera Negra não foram, nem de longe, os únicos a se tornarem exemplos ou origem de motivação. Assim como o Pantera Negra se transformou num símbolo para toda uma parcela da sociedade, o Máquina de Combate também é um sinal de força e determinação para muitas crianças e seus pais.

Para quem não se lembra, James Rhodes esteve presente na Marvel desde o primeiro Homem de Ferro (“Iron Man”, 2008) (ainda que com uma pequena mudança de visual, sendo que nessa produção ele foi interpretado por Terrence Howard e, nas que seguiram, por Don Cheadle). Ele é um coronel do exército, o melhor amigo de Tony Stark e a segunda pessoa a efetivamente usar uma armadura a partir de Homem de Ferro 2.

James Rhodes, o Máquina de Combate

Reprodução de: Terra

Sua trajetória foi comprida, mas em 2015 o herói se tornou oficialmente um vingador a partir de uma das cenas pós-créditos de “Vingadores: Era de Ultron” (“Avengers: Age of Ulton”). Mas, no que se refere a esta reportagem, seu ponto mais importante se deu em 2016, durante a Guerra Civil. Como esperado, ele escolheu o lado de seu velho amigo, vestiu a camiseta do time Stark com orgulho e lutou com bravura. Infelizmente, alguns erros de cálculo o levaram a ser atingido em pleno voo por um de seus aliados, o Visão. O raio danificou a sua armadura e a consequente queda resultou em uma lesão em sua coluna.

O personagem perde então o movimento das pernas, a possibilidade de continuar com seu manto e mesmo seu posto no exército. Contudo, e independente das circunstâncias, lá estava ele na batalha de Wakanda em Guerra Infinita, não apenas andando, mas trajado como Máquina de Combate e lutando ao lado dos outros vingadores.

Rhodes conversa com Tony sobre sua deficiência (“Capitão América: Guerra Civil”, 2016)

Reprodução de: Heróis em Geral

Esse exemplo de superação exibido em telas gigantes ao redor do mundo, deram a mães e, mais importante, aos seus filhos, uma representação bem construída e digna da deficiência. Como Valerie Kalfrin muito bem coloca na manchete de uma coluna que escreveu para a Hollywood Reporter: Meu filho finalmente tem um herói como ele em ‘Vingadores: Guerra Infinita.

Valerie tem um filho de 12 anos que sofre de espinha bífida, uma condição congênita que, entre muitas consequências, pode causar paralisia. Por isso a criança tem de usar um conjunto de aparelhagens muito semelhantes aos utilizados pelo Máquina de Combate no filme. O reconhecimento e o exemplo de força foram e são muito importantes para a família Kalfrin, “ver Rhodey ao lado de Pantera Negra (Chadwick Boseman), Capitão América (Chris Evans) e os outros heróis me dá arrepios. É tão grande”.

Rhodes lutando na Batalha de Wakanda (“Vingadores: Guerra Infinita”, 2018)

Reprodução de: Tec Mundo

Para além disso, o que torna a aparição tão especial não é apenas a semelhança entre eles, mas a forma como foi tratada. Não é apenas o filho da escritora, ou ela própria, que pode se reconhecer no fato de que uma pessoa é muito mais do que as deficiências ou imperfeições que carrega.

“O filme não trata a deficiência como algo ‘diferente’, algo não compreendido ou digno de pena. Semelhante ao vencedor do Oscar ‘A Forma da Água’, mostra uma pessoa com deficiência valorizada por quem ela é, como ela é – não categorizada pelo que ela pode e não pode fazer.”

                                                     

(Valerie Kalfrin)

Saindo do mundo empresarial e pessoal, chega-se por fim à vida acadêmica. Mais do que inspiração para trabalhos ou pesquisas, o Universo Cinematográfico da Marvel abriu horizontes para alguns grandes fãs.

Pedro “Drisko” Rossi tinha 14 anos e estava indo para o último ano do ensino médio, quando seu pai o incentivou a fazer um curso técnico. “Foi na época, que comecei a me perguntar o que eu queria fazer da vida, e como várias crianças naquela idade, eu não tinha a mínima ideia do que queria ser”,  lembra ele. E o que um jovem que não recebera nenhuma orientação vocacional e que não sabia nada de profissão alguma poderia fazer? A resposta que ele encontrou terminou sendo muito útil em sua vida: me apoiei num universo inventado do cinema como minha referência. Era o que eu conhecia”.

Graças à enorme coincidência de sua família ter uma relação afetiva de longo prazo com a Marvel Comics, o jovem estudante esteve sempre atualizado no que se refere ao UCM, lembro que em quase todo grande lançamento de filme, ia com a minha família inteira para o cinema”. Talvez tenha sido por isso que sua resposta para a difícil questão “o que quero ser quando crescer?”, foi se apoiar no mundo fictício que lhe era tão comum..

Tony sendo Tony (“Homem de Ferro 2”, 2010)

Reprodução de: Clips de Filmes

O Homem de Ferro se tornou uma referência para seu primeiro sonho profissional que, com algum amadurecimento, o levou para seu atual curso: Engenharia Bioquímica. O caminho foi comprido, cheio de curvas fechadas e carregando na bagagem uma visão infantil do mundo. Por conta dos filmes do homem de ferro, um ricaço com vários carros, que manjava muito de mecânica e podia fazer qualquer coisa […] achei que seria legal seguir para a área da eletromecânica[…] Na época eu nem sabia o que isso fazia, para ser sincero. Pelo nome achei que ia me dar conhecimentos o suficiente para sair construindo um transformer (a inocência)”, conta.

No fim, o herói de armadura ocupou um espaço que estava vazio em meio a uma família predominantemente operando na área da saúde, “não ter ninguém próximo que fizesse o papel de exemplo foi bem amenizado por conta de um universo fictício onde eu pudesse espelhar”, completa. No fim, Tony Stark se tornou a necessária referência que levou Pedro a uma carreira nas exatas, o que se revelou a decisão certa: “depois de vários anos já no mercado de trabalho, por meio de testes de perfil, descobri que esse mesmo personagem que usei como referência, ilustra bem o perfil de carreira que quero seguir, faz com que eu pense que realmente foi bem útil como guia”.

Outro ponto onde o UCM tocou sua percepção sobre a vida profissional foi no que tange seu papel na engenharia e na indústria. De acordo com ele, as produções dos estúdios Marvel foram capazes de mudar, ampliar, sua concepção do que é necessário e requerido para atuar nessa área e de até onde sua imaginação pode ir. Em suas palavras, “os filmes da Marvel ampliaram o limite do que […], na área da engenharia, a indústria quer de você e do que é possível. Acho que dão um pouco mais de ideias na hora de usar o que você aprendeu, não só pelo que o mundo está pedindo de você, mas pelo que você quer.

Para além de sua decisão de profissão, os filmes representaram para Pedro também um enorme impacto em seu crescimento como pessoa, esses programas servem para cultivar a imaginação das crianças em fase de crescimento e tiveram papel importante na construção de valores positivos”.  Os personagens, como símbolos exacerbados de virtude, coragem, bondade, honestidade e outras tantas características positivas, na opinião do universitário, se tornam referências e educadores nos subconscientes dos expectadores.

“O trabalho de animar um universo que só existia nos quadrinhos foi algo como…. Ilustrar um sonho doido e todo cheio de ação. Isso, eu acho, desperta certa alegria e te dá animação quando você está em algum projeto pessoal. Como se você pudesse ver um pouco do seu sonho mais louco sendo ilustrado” 

                                                     

(Pedro Rossi)

Saindo do mundo empresarial e pessoal, chega-se por fim à vida acadêmica. Mais do que inspiração para trabalhos ou pesquisas, o Universo Cinematográfico da Marvel abriu horizontes para alguns grandes fãs.

Pedro “Drisko” Rossi tinha 14 anos e estava indo para o último ano do ensino médio, quando seu pai o incentivou a fazer um curso técnico. “Foi na época, que comecei a me perguntar o que eu queria fazer da vida, e como várias crianças naquela idade, eu não tinha a mínima ideia do que queria ser”,  lembra ele. E o que um jovem que não recebera nenhuma orientação vocacional e que não sabia nada de profissão alguma poderia fazer? A resposta que ele encontrou terminou sendo muito útil em sua vida: me apoiei num universo inventado do cinema como minha referência. Era o que eu conhecia”.

Graças à enorme coincidência de sua família ter uma relação afetiva de longo prazo com a Marvel Comics, o jovem estudante esteve sempre atualizado no que se refere ao UCM, lembro que em quase todo grande lançamento de filme, ia com a minha família inteira para o cinema”. Talvez tenha sido por isso que sua resposta para a difícil questão “o que quero ser quando crescer?”, foi se apoiar no mundo fictício que lhe era tão comum..

Tony sendo Tony (“Homem de Ferro 2”, 2010)

Reprodução de: Clips de Filmes

O Homem de Ferro se tornou uma referência para seu primeiro sonho profissional que, com algum amadurecimento, o levou para seu atual curso: Engenharia Bioquímica. O caminho foi comprido, cheio de curvas fechadas e carregando na bagagem uma visão infantil do mundo. Por conta dos filmes do homem de ferro, um ricaço com vários carros, que manjava muito de mecânica e podia fazer qualquer coisa […] achei que seria legal seguir para a área da eletromecânica[…] Na época eu nem sabia o que isso fazia, para ser sincero. Pelo nome achei que ia me dar conhecimentos o suficiente para sair construindo um transformer (a inocência)”, conta.

No fim, o herói de armadura ocupou um espaço que estava vazio em meio a uma família predominantemente operando na área da saúde, “não ter ninguém próximo que fizesse o papel de exemplo foi bem amenizado por conta de um universo fictício onde eu pudesse espelhar”, completa. No fim, Tony Stark se tornou a necessária referência que levou Pedro a uma carreira nas exatas, o que se revelou a decisão certa: “depois de vários anos já no mercado de trabalho, por meio de testes de perfil, descobri que esse mesmo personagem que usei como referência, ilustra bem o perfil de carreira que quero seguir, faz com que eu pense que realmente foi bem útil como guia”.

Outro ponto onde o UCM tocou sua percepção sobre a vida profissional foi no que tange seu papel na engenharia e na indústria. De acordo com ele, as produções dos estúdios Marvel foram capazes de mudar, ampliar, sua concepção do que é necessário e requerido para atuar nessa área e de até onde sua imaginação pode ir. Em suas palavras, “os filmes da Marvel ampliaram o limite do que […], na área da engenharia, a indústria quer de você e do que é possível. Acho que dão um pouco mais de ideias na hora de usar o que você aprendeu, não só pelo que o mundo está pedindo de você, mas pelo que você quer.

Para além de sua decisão de profissão, os filmes representaram para Pedro também um enorme impacto em seu crescimento como pessoa, esses programas servem para cultivar a imaginação das crianças em fase de crescimento e tiveram papel importante na construção de valores positivos”.  Os personagens, como símbolos exacerbados de virtude, coragem, bondade, honestidade e outras tantas características positivas, na opinião do universitário, se tornam referências e educadores nos subconscientes dos expectadores.

“O trabalho de animar um universo que só existia nos quadrinhos foi algo como…. Ilustrar um sonho doido e todo cheio de ação. Isso, eu acho, desperta certa alegria e te dá animação quando você está em algum projeto pessoal. Como se você pudesse ver um pouco do seu sonho mais louco sendo ilustrado” 

                                                     

(Pedro Rossi)

Já para Ingrid Moraes, estudante de psicologia da Universidade Estadual da Feira de Santana, a influência do UCM se deu um momento diferente de sua vida acadêmica. Essa história começou com sua mãe, antes mesmo de os heróis saírem das páginas dos quadrinhos para as telas dos cinemas. Foi a senhora Moraes quem, lá em 2012, arrastou a filha para uma sessão de Vingadores e deu início a essa jornada. “Não conhecia até esse momento. Eu tinha 10 anos e foi quando comecei a acompanhar e daí não parei mais”, completa.

A animação que a jovem sentiu naquele momento só cresceu desde então. Em determinado ponto, se tornou a euforia que marcou cada encontro com outros fãs e cada conversa sobre os estúdios Marvel, “sempre que penso no MCU, eu fico extremamente animada […] é algo que eu realmente gosto”, conta. Todavia, não foram os momentos felizes que mais marcaram o vínculo entre a futura psicóloga e os filmes. As produções do estúdio se tornaram uma constante para Ingrid nos momentos difíceis, “eu encontrava conforto nas coisas que gostava de fazer e, principalmente nos filmes da Marvel”, lembra.

O valor simbólico que a universitária agregou à franquia veio com o apoio emocional que as histórias e personagens representaram durante um período conturbado de sua adolescência. Ela lembra das produções como um porto seguro, “eu sabia que quando fosse assistir os filmes, podia esquecer que tudo aquilo estava acontecendo”.

É por esse simbolismo que ela continuamente assiste e reassiste seus filmes favoritos e se apega a momentos que lhe trazem alguma forma de conforto. Como é o caso da cena em que o Hulk salva o Homem de Ferro no fim da batalha de Nova York, que para ela “sempre desperta uma sensação cômica”.

Em sua percepção, o impacto da Marvel está presente em seu cotidiano, seja despertando interesse, curiosidade e inspiração ou a motivando a enfrentar as dificuldades do dia a dia. O exemplo mais atual, e, também, um dos maiores, é “WandaVision” (2021), já que foi através da série que ela se viu onde está hoje: “hoje em dia, uma coisa em que eu tenho muito interesse […] é o luto […] é algo realmente que estou procurando estudar um pouco mais”.

Sessão de desabafo de Wanda (“WandaVision”, 2020)

Reprodução de: Mens Health

Por ser estudante de psicologia, Ingrid encontrou muitas ligações entre o que aprendia em sala de aula e o que a protagonista da obra enfrentava em sua jornada, principalmente no que se refere a como reagir à morte das pessoas amadas. Essa percepção rendeu um considerável interesse na área e o começo de uma pesquisa autônoma sobre “os efeitos do luto sobre a vida humana e a forma como as pessoas lidam com o luto”.  No momento, ela pretende terminar a graduação e dar seguimento em sua carreira acadêmica em uma pós-graduação focada na psicologia do luto.

Não para por aí. Se a dor da Wanda rendeu à futura psicóloga uma especialização, outro personagem, cuja história de superação “acabou mexendo mais comigo, foi Sam Wilson, o Falcão e, agora Capitão América”. A história do personagem, do menino negro, com origem humilde, morando em um estado sulista, que se torna um soldado especial do exército americano, um vingador e, agora, um símbolo de sua pátria, sem nunca abandonar suas ideias e sem nunca se abalar pelo que os outros pensam, é um grande exemplo no qual Ingrid escolheu se apoiar: “ver o que ele se tornou, a proporção que o trabalho dele como Falcão tomou dentro dos próprios filmes […] e o fato de que […] ele está sempre ali, preso em seus ideias, porque é algo que faz parte dele. Eu acho isso incrível e ele me inspira demais”.

“Eu acredito que a Marvel, apesar de ser algo bem cinematográfico, algo bem irreal, me ensinou a ter coragem para enfrentar meus problemas. Passei por uma série de complicações durante minha infância e adolescência, e eu precisava de coragem para enfrentar, não podia sucumbir àquilo. Então eu vi os heróis e as heroínas sendo corajosos e enfrentando essas coisas e, por ser pequena na época, por estar passando pelo processo de crescimento, eu pensava ‘eu tenho que ter coragem também, tenho de enfrentar meus problemas. Se os super-heróis podem enfrentar aliens, eu posso enfrentar o que está acontecendo comigo”

                                                     

(Ingrid Moraes)

Já para Ingrid Moraes, estudante de psicologia da Universidade Estadual da Feira de Santana, a influência do UCM se deu um momento diferente de sua vida acadêmica. Essa história começou com sua mãe, antes mesmo de os heróis saírem das páginas dos quadrinhos para as telas dos cinemas. Foi a senhora Moraes quem, lá em 2012, arrastou a filha para uma sessão de Vingadores e deu início a essa jornada. “Não conhecia até esse momento. Eu tinha 10 anos e foi quando comecei a acompanhar e daí não parei mais”, completa.

A animação que a jovem sentiu naquele momento só cresceu desde então. Em determinado ponto, se tornou a euforia que marcou cada encontro com outros fãs e cada conversa sobre os estúdios Marvel, “sempre que penso no MCU, eu fico extremamente animada […] é algo que eu realmente gosto”, conta. Todavia, não foram os momentos felizes que mais marcaram o vínculo entre a futura psicóloga e os filmes. As produções do estúdio se tornaram uma constante para Ingrid nos momentos difíceis, “eu encontrava conforto nas coisas que gostava de fazer e, principalmente nos filmes da Marvel”, lembra.

O valor simbólico que a universitária agregou à franquia veio com o apoio emocional que as histórias e personagens representaram durante um período conturbado de sua adolescência. Ela lembra das produções como um porto seguro, “eu sabia que quando fosse assistir os filmes, podia esquecer que tudo aquilo estava acontecendo”.

É por esse simbolismo que ela continuamente assiste e reassiste seus filmes favoritos e se apega a momentos que lhe trazem alguma forma de conforto. Como é o caso da cena em que o Hulk salva o Homem de Ferro no fim da batalha de Nova York, que para ela “sempre desperta uma sensação cômica”.

Em sua percepção, o impacto da Marvel está presente em seu cotidiano, seja despertando interesse, curiosidade e inspiração ou a motivando a enfrentar as dificuldades do dia a dia. O exemplo mais atual, e, também, um dos maiores, é “WandaVision” (2021), já que foi através da série que ela se viu onde está hoje: “hoje em dia, uma coisa em que eu tenho muito interesse […] é o luto […] é algo realmente que estou procurando estudar um pouco mais”.

Sessão de desabafo de Wanda (“WandaVision”, 2020)

Reprodução de: Mens Health

Por ser estudante de psicologia, Ingrid encontrou muitas ligações entre o que aprendia em sala de aula e o que a protagonista da obra enfrentava em sua jornada, principalmente no que se refere a como reagir à morte das pessoas amadas. Essa percepção rendeu um considerável interesse na área e o começo de uma pesquisa autônoma sobre “os efeitos do luto sobre a vida humana e a forma como as pessoas lidam com o luto”.  No momento, ela pretende terminar a graduação e dar seguimento em sua carreira acadêmica em uma pós-graduação focada na psicologia do luto.

Não para por aí. Se a dor da Wanda rendeu à futura psicóloga uma especialização, outro personagem, cuja história de superação “acabou mexendo mais comigo, foi Sam Wilson, o Falcão e, agora Capitão América”. A história do personagem, do menino negro, com origem humilde, morando em um estado sulista, que se torna um soldado especial do exército americano, um vingador e, agora, um símbolo de sua pátria, sem nunca abandonar suas ideias e sem nunca se abalar pelo que os outros pensam, é um grande exemplo no qual Ingrid escolheu se apoiar: “ver o que ele se tornou, a proporção que o trabalho dele como Falcão tomou dentro dos próprios filmes […] e o fato de que […] ele está sempre ali, preso em seus ideias, porque é algo que faz parte dele. Eu acho isso incrível e ele me inspira demais”.

“Eu acredito que a Marvel, apesar de ser algo bem cinematográfico, algo bem irreal, me ensinou a ter coragem para enfrentar meus problemas. Passei por uma série de complicações durante minha infância e adolescência, e eu precisava de coragem para enfrentar, não podia sucumbir àquilo. Então eu vi os heróis e as heroínas sendo corajosos e enfrentando essas coisas e, por ser pequena na época, por estar passando pelo processo de crescimento, eu pensava ‘eu tenho que ter coragem também, tenho de enfrentar meus problemas. Se os super-heróis podem enfrentar aliens, eu posso enfrentar o que está acontecendo comigo”

                                                     

(Ingrid Moraes)

E, na verdade, não precisa ser nada tão dramático quanto esses casos. Abrir uma empresa, ter um exemplo para ajudar seu filho, escolher sua profissão ou escolher uma especialização são casos estratosféricos do que a Marvel pode fazer na vida de alguém. O dia-a-dia dos fãs e críticos não é marcado por situações como essa. O tipo mais comum de motivação que a Marvel pode oferecer é o crescimento pessoal.

Ele esteve presente em todos as histórias até então apresentadas, mesmo que em segundo plano e, para outras pessoas, ele é a maior marca do que os filmes do estúdio podem se tornar.É o caso da Social Media goianiense Júlia Raquel Peixoto Souza. Ela conheceu o UCM através de seu pai, quando ainda era uma garotinha e, desde então, filmes de super-heróis são uma constante dose de serotonina diária, tendo, inclusive, tornado mais fácil de aguentar a pandemia da Covid-19.

Além de amparo paro os momentos difíceis, para ela “essas produções são um refúgio da realidade. […] ajudam a viver várias vidas em uma”. Sua maior referência no que se refere a se motivar a ser melhor é o Homem-Aranha. Com ele, Julia aprendeu que, apesar de todos os desafios, não se pode desistir e nem virar as costas para o mundo, “apesar de ter alguns momentos que ele pensa em desistir, ele volta a ser o amigão da vizinhança e continua ajudando as pessoas”, completa.

Para ela, as produções da Marvel Estúdios podem não ter sido responsáveis por uma mudança radical ou o início de algo grandioso, mas tiveram um simbolismo que, segundo crê, é tão grande quanto. Se não os tivesse em sua vida, perderia algumas de suas melhores lembranças e, também, teria seu estado emocional muito diferente do que é hoje.

Com certeza se eu não tivesse tido contato com esses universos eu seria uma pessoa bem triste.”

                                                     

(Júlia Raquel Peixoto)

E, na verdade, não precisa ser nada tão dramático quanto esses casos. Abrir uma empresa, ter um exemplo para ajudar seu filho, escolher sua profissão ou escolher uma especialização são casos estratosféricos do que a Marvel pode fazer na vida de alguém. O dia-a-dia dos fãs e críticos não é marcado por situações como essa. O tipo mais comum de motivação que a Marvel pode oferecer é o crescimento pessoal.

Ele esteve presente em todos as histórias até então apresentadas, mesmo que em segundo plano e, para outras pessoas, ele é a maior marca do que os filmes do estúdio podem se tornar.É o caso da Social Media goianiense Júlia Raquel Peixoto Souza. Ela conheceu o UCM através de seu pai, quando ainda era uma garotinha e, desde então, filmes de super-heróis são uma constante dose de serotonina diária, tendo, inclusive, tornado mais fácil de aguentar a pandemia da Covid-19.

Além de amparo paro os momentos difíceis, para ela “essas produções são um refúgio da realidade. […] ajudam a viver várias vidas em uma”. Sua maior referência no que se refere a se motivar a ser melhor é o Homem-Aranha. Com ele, Julia aprendeu que, apesar de todos os desafios, não se pode desistir e nem virar as costas para o mundo, “apesar de ter alguns momentos que ele pensa em desistir, ele volta a ser o amigão da vizinhança e continua ajudando as pessoas”, completa.

Para ela, as produções da Marvel Estúdios podem não ter sido responsáveis por uma mudança radical ou o início de algo grandioso, mas tiveram um simbolismo que, segundo crê, é tão grande quanto. Se não os tivesse em sua vida, perderia algumas de suas melhores lembranças e, também, teria seu estado emocional muito diferente do que é hoje.

Com certeza se eu não tivesse tido contato com esses universos eu seria uma pessoa bem triste.”

                                                     

(Júlia Raquel Peixoto)

Em cada exemplo acima, seja a nível pessoal, profissional ou acadêmico, o UCM significou uma forma de motivação. Seja superando desafios e momentos difíceis, se tornando uma pessoa melhor, encontrando uma forma de renda em algo que se ama, desvendando um novo interesse em um velho hábito, tendo na ficção um exemplo que guie para uma possível segurança ou por qualquer outro meio essas histórias e personagens se tornam caminhos a serem seguidos ou reflexos a serem procurados.

A JORNADA CONTINUA EM